Em 2015, Karoline Maia ouviu de sua chefe na época, uma mulher branca, que deveria dormir no quarto de empregada. Como parte de seu processo de superação desse episódio de racismo e para se desfazer da culpa que sentia, a cineasta começou a desenvolver o projeto que foi selecionado pelo Rumos 2017-2018.
Tarde da noite. João está cansado e com fome. Resolve não sair de casa e pede uma pizza. Quarenta minutos depois, José está lá, com a encomenda. “Veio até rápido, que bom”, pensa João, que só tem olhos para a pizza. Quer saber se ela não se desmantelou. Afinal, José veio de bicicleta: “Que sujeito doido!”.