Após quatro meses de pandemia no País e sucessivas promessas do Ministério da Saúde de realizar testagem em massa para conter a covid-19, o Brasil só atingiu 20% da capacidade de exames prevista para o período de pico.
Não bastassem desemprego elevado, subemprego, retirada de direitos dos trabalhadores e aposentados e redução (quantitativa e qualitativa) das políticas públicas, que assistimos desde 2016, a pandemia pelo vírus SARS-CoV-2 vem impondo um profundo gravame aos trabalhadores, aos mais pobres, aos sem gordura pra queimar.
Boletim Epidemiológico Especial nº 21 sobre a Covid-19 no Brasil. A nova publicação apresenta o detalhamento do perfil de casos e óbitos da doença por macrorregiões e Unidades da Federação. Além disso, traz novo balanço de infecções por coronavírus em profissionais de saúde que estão atuando, desde o início da pandemia, na assistência às pessoas com Covid-19.
A nova arma dos pesquisadores nacionais vem passando por uma série de marcos antes de sua inauguração. Atualmente em fase de comissionamento, ele já havia dado a primeira volta de elétrons em 2019 e pouco depois realizou o primeiro teste que revelou imagens de uma rocha e do coração de um camundongo. O estudo com o coronavírus é um passo além.
Não é demais lembrar que também a indução de atitudes alheias, decisões políticas, interações e omissões pesam e permanecerão sobre nossos ombros. Enquanto muitos se esforçam para obter e entender informações, descrever as infindáveis dimensões do problema, desenhar cenários e apontar caminhos, a paisagem muda a cada instante. Haverá muita matéria-prima para os historiadores do futuro.