NOTA DO MTE : ESCLARECIMENTO - NR 12
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Lançado em 2008, a animação El Empleo (O Trabalho), do diretor argentino Santiago Grasso, questiona as relações de trabalho modernas, na qual as pessoas são tratadas como objetos.
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Andrew Hopkins: Decisões DesastrosasAs causas humanas e organizacionais do desastre do Golfo do México. Para baixar o livro clique Aqui |
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Acesse aqui a página da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional - RBSO Revista científica da FUNDACENTRO que publica artigos relevantes para o desenvolvimento do conhecimento e para incrementar o debate técnico-científico no campo da Saúde e Segurança no Trabalho (SST) | ![]() Livro NOVO: Agrotóxicos. Violações Socioambientais e Direios humanos no Brasil. Organizado por Murilo Mendonça Oliveira de Souza e Cleber Adriano Rodrigues Folgado. Editora da Universidade Estadual de Goiás. Anapólis. 2016. Uma obra a ser lida e debatida. |
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Acesso grátis ao livro completo |
Texto: "Do erro à experiência, passando pelos compromissos cognitivos: oportunidades para desenvolver a segurança e a eficiência do trabalho" de Eugênio Hatem Diniz, Francisco de Paula Antunes Lima, Raoni Rocha e Marcelo Araújo Campos. Explora o tema dos erros humanos como oportunidades de aprendizagem, com ênfase em análises de acidentes |
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Boletim do Fórum AT- nº 01. 2015
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Texto de Leda Leal Ferreira. O trabalho que analisamos. Aborda temática apresentada pela autora no Congresso da ABERGO, 2016, em Belo Horizonte, MG. | Texto de "Emeline Cazi, do Le Monde" Tradução de Leda Leal Ferreira "Suicídios na France Telecom: dirigentes ameaçados de processo por assédio moral" |
O Acidente e a Organização Acesso livre ao texto integral do livro "O Acidente e a Organização". Na próxima semana devemos colocar também no módulo Biblioteca desta página. Veja link do arquivo pdf nesta mensagem. | Fatores Humanos e organizacionais da segurança Industrial Saiu edição eletrônica da publicação Fatores humanos e organizacionais da segurança industrial. Organizado por François Daniellou, Marcel Simard e Ivan Boissières, da Fondation Pour une Culture de Sécurité Industrielle (FONCSI) Leitura imperdível para estudiosos da análise de acidentes. Clique na imagem para download. |
Ministério do Trabalho e Emprego Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
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Contribuição da Ergonomia para a prevenção de acidentes envolvendo motociclistas profissionais. |
Textos de aúde do trabalhador para uso em ações de educação popular (e não só): Emílio Gennari 1. Quando cuidar é adoecer – um retrato dos riscos, doenças e acidentes entre os trabalhadores na saúde. | O laboratório de mudança. Uma ferramenta de desenvolvimento colaborativo para o trabalho e a educação.
Jaakko VIRKKUNEN | Denise Shelley NEWNHAM. |
O Professor Laerte Idal Sznelwar acaba de lançar: "Quando trabalhar é ser protagonista e o protagonismo do Trabalho". Está disponível para download, gratuitamente. | Lançadas novas séries de vídeos do NAPO A lista completa de filmes do NAPO pode ser vista aqui (página internet em português) |
Análises do Trabalho. Escritos Escolhidos Veja aqui texto de apresentação do livro escrito pela Flora Vezzá. | A Face Oculta do Ouro Negro Este livro traz um novo olhar para questões do campo da Saúde e Segurança do Trabalho, desencadeadas por mutações gerenciais que envolvem as atividades nas plataformas offshore da indústria nacional de petróleo. Saiba mais.Veja resenha da Profª Edith Seligman |
MAPA - Modelo de Análise e Prevenção de Acidentes Clique sobre a imagem para fazer o download do livro Modelo de Análise e Prevenção de Acidentes (MAPA). Descreve experiências de Cerest de Piracicaba na condução de intervenções de prevenção de acidentes com apoio de conceitos como gravata-borboleta, análise de barreiras, análise de mudanças e ampliação conceitual em oposição às abordagens comportamentalistas e que atribuem culpa às vítimas. | Saúde do Trabalhador na APS O livro “Saúde do Trabalhador na APS: possibilidades, desafios e perspectivas”, organizado por Elizabeth Costa Dias e Thais Lacerda e Silva, com a participação de profissionais dos serviços de saúde, pesquisadores e professores, é original e oportuno. Destina-se a apoiar a consolidação das ações de saúde do trabalhador no âmbito da APS, fornecendo aos gestores públicos, trabalhadores de saúde, docentes, estudantes e representantes do controle social elementos para reflexão e ação. |
Trabalho e Poder de Agir De Yves Clot. R$ 55,00.Uma obra de referência. Veja aqui porque comprar.Leia resenha da Profa Elisabeth Lima. À venda no encontro do dia 15 de junho. | Saúde, Trabalho, Direito Revista Saúde e Sociedade, da USP, publica entrevista com Michel Llory O texto é de livre acesso no Scielo. Veja a íntegra. Veja mais sobre a contribuição de Michel Llory no link do 30º encontro presencial, 2012 e em LEITURAS sugeridas. |
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Oi Pessoal. Está pronta a edição do livro de René Amalberti "Gestão da Segurança: Teorias e práticas sobre as decisões e soluções de compromisso necessárias". Mais nova iniciativa do Fórum AT o livro teve publicação viabilizada graças a apoio do Ministério Público do Trabalho, 15ª região, de Campinas. Veja aqui sumário e apresentação da edição brasileira. Atenção: Infelizmente a publicação dessa obra não incluiu autorização para livre difusão da versao online (pdf) do livro. A distribuição será apenas da versão impressa. |
Materiais e Links de Referência | |
por Ildeberto Muniz de Almeida - terça-feira, 6 maio 2014, 12:10
Oi pessoal
está disponível para download grátis nova série de filmes do NAPO sobre estresse no trabalho.
ela tem 8 filmes sobre diferentes situações estressoras que podem também ser baixados como um filme com cerca de 10 minutos.
Acessem
http://www.napofilm.net/fr/napos-films/multimedia-film-episodes-listing-view?filmid=napo-019-when-stress-strikes
PB
por Ildeberto Muniz de Almeida - terça-feira, 6 maio 2014, 11:14
Oi pessoal
a mensagem trata da segurança na fórmula 1. Vale a pena ler. A concepção expressa, na minha opinião, uma crença excessiva na importância de aspectos técnicos para a segurança, desconsiderando que o sistema é sócio técnico. Os progressos mostrados na técnica deixam a gente que pensa na segurança industrial e do trabalho com a certeza de que o valor atribuído à vida muda muito de acordo com o dono dessa vida.
http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2014/05/04/f1-recebeu-um-choque-de-seguranca-apos-94-hoje-so-fatalidade-mata-piloto.htm
PB
por Ildeberto Muniz de Almeida - domingo, 4 maio 2014, 13:57
repasso notícia divulgada pelo AFT JB, de Campinas
PB
Etiquetas que salvam
Parceria entre USP e Ambev cria sistema que evita atropelamentos por empilhadeiras em armazéns
MARCOS DE OLIVEIRA | Edição 218 - Abril de 2014
© LÉO RAMOS

Acelerador da empilhadeira é desativado quando um funcionário está no caminho
Atropelamentos não acontecem apenas nas ruas e avenidas. Em armazéns industriais onde se estocam grandes caixas com produtos esse tipo de acidente é relativamente comum. Não com carros ou caminhões mas com empilhadeiras, veículos pequenos, com cerca de 2 metros de comprimento e lugar apenas para o motorista. Elas são capazes de carregar e descarregar toneladas de produtos em pallets e muitas vezes o operador dessa máquina precisa dirigir de ré, justamente porque os garfos que sustentam a carga estão na frente do veículo e encobrem a visão.
A necessidade de percorrer as vias do armazém de ré causa muitos atropelamentos em grandes empresas, como constatou a Ambev, fabricante de cervejas e refrigerantes. Com 800 empilhadeiras espalhadas por fábricas e armazéns de todo o país, a empresa resolveu diminuir os acidentes. Para isso, foi em busca de uma solução inovadora por meio de uma parceria com o Centro de Inovação em Sistemas Logísticos (CISLog) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
O trabalho resultou em uma patente já depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), tendo como titulares a empresa e os pesquisadores. Ela foi baseada na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) utilizada principalmente para identificar produtos e cargas, além de crachás e equipamentos para pedágio. São chamadas de etiquetas inteligentes ou tags porque parecem fitas plásticas que contêm um circuito eletrônico e se comunicam com uma antena ou receptor RFID. O sistema desenvolvido entre os pesquisadores da USP e da empresa desativa o acelerador da empilhadeira no momento em que uma pessoa estiver 8 metros à frente ou na traseira do veículo, ou ainda a 2 metros nas laterais. Assim o operador pode frear com antecedência. O sistema não atua no freio porque uma frenagem brusca pode até provocar um acidente maior ao derrubar os pallets com garrafas, por exemplo, em outra pessoa. A detecção do funcionário próximo à empilhadeira também faz acender uma luz na cabine e um bip alerta o operador.
© LÉO RAMOS

Etiquetas de radiofrequência no capacete obrigatório
No veículo são instaladas quatro antenas RFID e cinco tags espalhados pelos capacetes, de uso obrigatório, dos funcionários dos armazéns e fábricas. “Um dos tags fica no alto do capacete para que um funcionário agachado, no caso de pegar algo no chão, possa também ser identificado”, diz João Francisco Toqueti, que na época do desenvolvimento do sistema era gerente regional de logística na fábrica de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Hoje ele é gerente de logística da região norte da Ambev, em Fortaleza, no Ceará. “A onda de rádio emitida pelas antenas energiza o tag que devolve a informação de localização”, explica o professor Hugo Yoshizaki, do CISLog da Poli-USP. “A velocidade máxima das empilhadeiras é de 16 quilômetros por hora. Ocorre que ela pesa, em média, 3,5 toneladas vazia porque precisa ter um lastro para contrabalancear o peso da carga, sem tombar”, diz Yoshizaki. “Portanto, os acidentes com empilhadeiras são muito perigosos.”
Segurança ampliada
A Ambev não divulga o número de atropelamentos ou acidentes em suas instalações envolvendo as empilhadeiras, mas os problemas são fáceis de explicar. “A empilhadeira anda de ré quando carregada, função que depende muito da habilidade do operador. Às vezes anda para frente. Existem regras, mas nem sempre elas são cumpridas, como puxar o freio de mão. Queríamos uma solução em que a segurança não dependesse apenas do operador”, diz Toqueti. “No final de 2012 comecei a procurar no mercado uma solução já pensando na tecnologia RFID.”
© LÉO RAMOS

LEDs acendem quando um funcionário a pé é detectado
Na parceria com o CISLog/USP, a primeira fase foi para buscar alternativas no mercado mundial. Alguns sistemas encontrados têm principalmente um alerta sonoro. Em um dos mais avançados, as pessoas que circulam a pé no armazém precisam carregar um dispositivo que faz a conexão com a empilhadeira e uma luz acende no painel do veículo, além de tocar uma buzina. Mas o aparelho depende de uma bateria que precisa ser recarregada periodicamente e alguns usuários esquecem desse procedimento, o que prejudica o bom funcionamento do sistema. “O que queríamos era algo que não precisasse recarregar baterias e não necessitasse avisar o operador. Gostaríamos que ele desabilitasse algo no veículo”, diz Toqueti.
“Quando Toqueti nos procurou a primeira coisa que fizemos foi estruturar o problema e partir para procurar o que se fazia no mundo. Não havia nada com RFID passivo, uma tecnologia que se tornou barata; cada etiqueta custa poucos centavos de dólar”, diz Yoshizaki. “Nossa abordagem foi multidisciplinar, com pesquisadores e professores, envolvendo três laboratórios da Poli. A maior dificuldade aconteceu com as interferências eletromagnéticas, na calibragem do sistema e na parte mecânica da empilhadeira.”
Após uma prova de conceito bem-sucedida em laboratório, o sistema foi instalado em duas empilhadeiras da fábrica em Guarulhos. Com o resultado positivo, todas as máquinas passaram a usá-lo no final de novembro de 2013. “Constatamos que não houve perda de produtividade”, diz Toqueti. Em 2014, outros armazéns da companhia devem ganhar o sistema e em três anos todas as instalações da Ambev no país com empilhadeiras vão operar com o RFID. A empresa não revela o valor investido nessa operação, mas, no geral, em gastos com segurança logística, foram R$ 9 milhões em novos sistemas, ferramentas, treinamentos e padronização de procedimentos. Isso resultou na diminuição de 45% no número de acidentes de trabalho com afastamento do funcionário. Quanto ao futuro do sistema, a Ambev vai tentar negociar para que os fabricantes de empilhadeiras possam incorporar à produção desses veículos a solução RFID. O impacto esperado na segurança do trabalho em armazéns é grande porque, como existe a patente, fabricantes em todo o mundo poderão licenciar o sistema, expandindo o uso além da Ambev.
http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/04/24/etiquetas-que-salvam/
pdf: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2014/04/094-095_Empilhadeiras_218.pdf
por Ildeberto Muniz de Almeida - domingo, 4 maio 2014, 14:00
divulgo notícia enviada pelo AFT João Batista (JB) de Campinas
Ari fórum novo devido ao tema
PB
Saúde na escola Prevenir é preciso
Adequar os espaços à faixa etária dos alunos, criar uma rotina de manutenção e envolver a comunidade nas ações de prevenção são estratégias fundamentais para evitar acidentes nos ambientes escolares
Christina Stephano de Queiroz

No estacionamento do Colégio Duque de Caxias, na cidade de mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro, funcionários e pais só conseguiam sair da instituição com o carro de ré, o que dificultava a visualização das pessoas que passavam atrás dos veículos. Atentos ao problema, os estudantes sugeriram à direção da escola redesenhar a organização das vagas - uma solução simples para uma situação que apresentava riscos graves à comunidade escolar. Os gestores concordaram com a ideia e hoje a saída dos carros é frontal, o que reduziu os riscos de acidentes na instituição, que atende mais de dois mil alunos do ensino fundamental e médio.
O exemplo ilustra a tendência de criação de uma cultura de prevenção que envolva toda a comunidade escolar. No colégio, esse trabalho já vem sendo feito desde os anos 1990, quando o técnico em segurança do trabalho Orlandino dos Santos, morador da região, começou a orientar os alunos de forma voluntária sobre como melhorar a segurança da unidade. O esforço deu resultado e hoje a unidade conta com uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) Escolar, que reúne alunos responsáveis por fazer o levantamento de riscos nos diversos ambientes e pensar em formas de evitá-los, como no caso do estacionamento. "As comissões ajudam as escolas a criar uma cultura de prevenção generalizada, pois os alunos levam as práticas às suas casas e, posteriormente, aos seus ambientes de trabalho", acredita Santos, que é o idealizador da Cipa Escolar e do Dia Nacional de Segurança nas Escolas, que vigora, desde 2012, no dia 10 de outubro.
Ailene da Silva Gonçalves, diretora da instituição, lembra também que como a escola atende diversos alunos com deficiências, o trabalho de prevenção se torna ainda mais importante. Desde 2005 a escola está adaptada para receber esses alunos, contando com recursos como rampas antiderrapantes, pisos para guiar cegos, borrachas nas pontas das escadas e banheiros para cadeirantes.
"Reconhecer o risco é o primeiro passo para evitar acidentes. No caso das escolas, é preciso criar e desenvolver competências para eliminar essas situações ou aprender a conviver com elas nos casos em que não puderem ser removidas ou modificadas", afirma Francisco de Paula Nunes Sobrinho, professor da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O docente também ressalta que a visão de que os acidentes são acontecimentos fortuitos e desagradáveis tem mudado na medida em que a cultura de prevenção se expande.
Dóris Casella, diretora do Centro de Educação Infantil (CEI) Vila Basileia e diretoria regional de educação em Jaçanã/Tremembé (São Paulo), aponta para a gravidade do problema. "Em jovens com menos de 14 anos, os acidentes ocasionam quase 6 mil mortes e cerca de 140 mil admissões hospitalares na rede pública de saúde a cada ano. A criança apresenta interesse em explorar situações novas, para as quais nem sempre está preparada, o que também eleva os riscos e a necessidade de cuidados." Para ela, ao se voltar para práticas de prevenção de acidentes, a escola também desenvolve melhores critérios na compra de brinquedos, nas alterações arquitetônicas dos espaços e na aquisição de utensílios e materiais pedagógicos.
Na avaliação de Dóris, os acidentes possuem causas e origens como qualquer outra doença, podendo ser, portanto, evitados e controlados. "E isso deve ser feito por meio de um conhecimento detalhado dos acidentes mais frequentes em cada faixa etária, o que permite elaborar medidas preventivas", aconselha. Como exemplos, ela chama a atenção ao fato de que crianças de até um ano costumam levar todos os objetos à boca, sendo necessário adotar cuidados redobrados para evitar a ingestão de produtos perigosos. Já alunos de um a três anos apresentam atividades motoras intensas, como andar, correr ou subir escadas, o que aumenta o risco de quedas. "Nesse caso, uma medida simples como colocar piso emborrachado no parquinho reduz os riscos."
Ações
A coordenadora de mobilização da ONG Criança Segura, Lia Gonsales, recomenda que as instituições planejem suas estruturas das quadras e parquinhos utilizando pisos que absorvam quedas e brinquedos cuja altura não ultrapasse 1,5 metro. "A manutenção constante desses espaços também é importante, bem como o uso de barreiras para evitar a entrada das crianças na cozinha ou no local de armazenamento de materiais de limpeza", afirma. Outros pontos de atenção, segundo ela, são as capas em fios elétricos e fiações, a colocação de pisos antiderrapantes e a proteção de armários e objetos pontiagudos. "Os alunos também devem ser incentivados a usar equipamentos de segurança, como capacetes, joelheiras e coletes salva-vidas na prática de esportes", analisa. Além disso, a supervisão dos adultos é essencial para garantir a segurança, sendo necessário existir ao menos um educador para cada três ou quatro crianças, conforme a idade. Lia comenta que estudantes menores demandam cuidados ainda mais intensos, por meio de proteções nas escadas e do uso de brinquedos adequados à sua faixa etária.
Para Dóris, a compra de brinquedos representa outro desafio para a escola, pois muitos que não são aprovados nos testes de qualidade continuam, mesmo assim, a ser adquiridos pelos gestores. "Isso acontece porque os produtos seguros e de qualidade indiscutível têm preços elevados, o que dificulta a compra em larga escala", diz a diretora, que acredita que a fiscalização das indústrias de brinquedos não é eficaz.
Outra causa de acidentes está relacionada à agressividade entre alunos. "Atitudes agressivas, físicas ou verbais, intencionais e repetidas, executadas por um ou mais estudantes contra outro e baseadas na relação de poder do agressor sobre a vítima são denominadas bullying e merecem atenção redobrada de professores, funcionários e da direção da escola", alerta Dóris.
Rotina segura
Para Glaura César Pedroso, médica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a falta de manutenção dos edifícios e dos equipamentos e a ausência de treinamento para identificar e solucionar os problemas são alguns dos maiores entraves à segurança dos alunos. Ela assegura que a escola deve incorporar a segurança como um item a ser verificado na sua rotina diária, sendo que os procedimentos necessitam ser conhecidos e aplicados por toda a comunidade escolar. Também é preciso ter, em todos os períodos de funcionamento da unidade, educadores e funcionários treinados para o caso de incêndios e que saibam aplicar os primeiros socorros. "Um obstáculo a esse treinamento é a alta rotatividade de professores e funcionários, o que impede que os conhecimentos adquiridos sejam aplicados e multiplicados na escola", diz Glaura.
No que diz respeito a incorporar práticas de segurança na rotina da escola, a pediatra conta que há vários projetos em andamento, como o chamado CEPAV - Comissão Escolar de Prevenção de Acidentes e Violências -, também conhecida como Cipave ou Cipa, que é adotado por diversos governos municipais e estaduais. O objetivo desses projetos é criar normas seguras, dinâmicas e constantes para proteção das crianças no ambiente escolar, estimulando uma atitude preventiva em toda a comunidade. As atribuições desses grupos incluem o levantamento das condições de risco do ambiente; a adoção de medidas para neutralizar ou reduzir os riscos existentes; participação na análise das causas de acidentes e proposição de soluções para os problemas encontrados; o desenvolvimento e a organização de cursos e oficinas sobre o tema; e a difusão da cultura de prevenção e de promoção da saúde.
Para evitar acidentes: |
- Envolver toda a comunidade escolar no desenvolvimento da cultura de prevenção; - Contar com uma Comissão Interna para Prevenção de Acidentes (Cipa); |
http://revistaescolapublica.uol.com.br/textos/37/prevenir-e-preciso-308501-1.asp
por Rosemary Cavalcante Gonçalves - sábado, 3 maio 2014, 08:58
Pessoal
25/02/2014
Como resultado do 1º Fórum Virtual, o Comitê Gestor Nacional do Programa Trabalho Seguro publicou hoje (25/02) as diretrizes e propostas de enunciados sobre Perícias Judiciais em Acidentes do Trabalho e Doenças Ocupacionais.
Realizado no período de 12 de novembro a 13 de dezembro de 2013, o Fórum contou com a participação de quase 100 magistrados trabalhistas, com ao menos 4 representantes de cada Tribunal Regional do Trabalho do país.
As diretrizes e propostas de enunciados ora publicados são frutos de discussões que permitiram obter um fiel trato da dinâmica das provas periciais no âmbito da Justiça do Trabalho para subsidiar a elaboração de sugestões de aperfeiçoamento jurídico e administrativo a esse cada vez mais importante meio processual de prova.
Leia abaixo o teor das diretrizes e o teor das propostas de enunciados. Para download dos documentos em formato .pdf, clique em diretrizes e enunciados.