O professor Eduardo Fagnani faz críticas contundentes ao projeto do governo. Os argumentos que ele apresenta no mínimo, propoem caminho enriquecedor dos debates necessários sobre a reforma e desmascaram a ideologização da defesa prevalente na mídia, que defende a proposta de modo que, à luz dos argumentos do professor podemos definir como acríticos e de subserviência aos interesses privatistas.
Para ser visto com calma e debatido.
Prof. Eduardo Fagnani (Unicamp) explica Reforma da Previdência
O economista Eduardo Fagnani, professor da Unicamp, fala sobre o projeto de Reforma da Previdência apresentado recentemente pelo Governo Bolsonaro. Entrevista gravada na tarde desta quinta 21.
02. Previdência Social: Reformar ou Destruir? | Eduardo Fagnani
(video 2 minutos - comenta idade de 65 anos para aposentadoria no Brasil)
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Da seguridade social ao seguro social. Reforma previdenciária pr
Da seguridade social ao seguro social. Reforma previdenciária pretende sepultar o pacto de 1988. Entrevista especial com Eduardo Fagnani
trata-se de entrevista longa, mas que merece ser lida e estudada. Ajuda a enxergar aspectos que a cobertura da mídia deliberadamente oculta, escolhas políticas embutidas no projeto e suas maldades também.
destaco:
O ponto central é que a reforma da Previdência precisa, necessariamente, ser vista em perspectiva com outras duas reformas: a trabalhista, que ocorreu no governo passado, e a tributária, que deve ser encaminhada ao congresso ainda em março. “A reforma tributária que devemos fazer, diz o governo, tem que ser aquela que reduza a carga tributária de 33% do PIB para cerca de 25% ou 27%. Há alguns balões de ensaio sobre a desoneração das pessoas jurídicas e outras coisas nessa linha. Não se pode esperar nada da reforma tributária, porque o objetivo é reduzir a carga, e a variável do ajuste é a seguridade social, que gasta 12% do PIB, que poderia ser reduzida para algo em torno de 6% ou 8%”, explica o economista.
Trocando em miúdos, a opção política do atual governo é reduzir os direitos sociais das camadas mais empobrecidas para reduzir a carga tributária dos grandes empresários e manter a política de isenção fiscal intacta. “Se somarmos R$ 400 bilhões de isenções fiscais, R$ 400 bilhões de juros e 500 bilhões de sonegação, temos R$ 1,3 trilhão todo ano, são mais de 13 anos de economia com a reforma da Previdência”, pondera. “Claro, não dá para cortar tudo de uma vez, mas se o governo propuser cortar 30% desse R$ 1,3 trilhão, são cerca de R$ 400 bilhões por ano. Se cortar um terço desse programa extraordinário de distribuição de renda para os ricos, daria um montante de aproximadamento R$ 400 bilhões por ano, equivalente a quatro anos de economia da reforma da Previdência”, complementa.
No horizonte político do Brasil, a justiça social, um dia sonhada pela Constituição de 1988, não passa de uma famigerada miragem no deserto da desigualdade social, onde as poucas conquistas cedem espaço à liberalização total da pauta econômica. “Este é o projeto que vamos ter para o país, um avanço enorme do seguro social em contraposição à seguridade social, um sistema trabalhista precário e com bastante insegurança, capaz de financiar uma Previdência Social também precária. Tudo isso para poder viabilizar uma redução da carga tributária, que é o projeto liberal para o Brasil, o que, em última instância, acaba com os avanços de 1988”, frisa