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Funcionário da Sabesp morre após ser sugado por tubulação

Enviado por: ialmeida
em Seg, 07/01/2019 - 18:57

Notícia recebida do professor René Mendes

Acesse o link abaixo para ver fotos e detalhes da postagem cujo texto integral segue abaixo. os destaques são meus (Paraíba)

O comportamento da empresa atribuindo culpa à vítima e assumindo o acidente como um fenômeno individual é lamentável seja pelo seu anacronismo seja pelo que estimula (inibição da prevenção) seja pela nova violência contra a vítima responsabilizada por sua própria morte.

Gostaria de convidar os participantes desse fórum a comentarem o caso.

Enviem suas opiniões.

Vou inserir breve comentário depois da notícia

PB (Ildeberto)

Funcionário da Sabesp morre após ser sugado por tubulação
Arthur Henrique - Redação/RedeTV!

Profissional foi sugado por tubulação durante manutenção em Bertioga, SP - (Reprodução/Redes Sociais)

Após não seguir os procedimentos de segurança necessários para realizar o trabalho, o técnico Wellington Ferreira, de 36 anos, morreu afogado ao fazer a manutenção em uma estrutura de captação de água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em Bertioga, no litoral de São Paulo. O caso aconteceu às vésperas do ano-novo, mas a estatal só divulgou as informações nesta quinta-feira (3).

O acidente ocorreu em uma ação rotineira do profissional, segundo a Sabesp. O técnico iria fazer a limpeza e a retirada de folhas da grade instalada na entrada da estação de captação de água. Esta é responsável por abastecer toda a região central da cidade. De acordo com a empresa, Wellington deveria retirar a estrutura de contenção de resíduos enquanto estivesse fora da água.

"Dentro da água, o funcionário retirou a grade que bloqueia a entrada e ficou preso na tubulação. Avaliação preliminar indica que os procedimentos de segurança não foram seguidos, uma vez que a empresa orienta que esta grade somente pode ser retirada de fora da água, sem a presença de pessoas na área de captação", informou a Sabesp.

 

Wellington foi sugado pela pressão da água na tubulação. Ele ficou preso e morreu afogado ainda no local, sem chance de socorro. Equipes de emergência foram à estação, retiraram o corpo do profissional e o encaminharam ao Instituto Médico Legal (IML). A Sabesp informa que está prestando apoio à família do funcionário e que "lamenta o ocorrido".

Há mais de 6 anos na empresa, Wellington deixa esposa e quatro filhas. A estação da estatal em Bertioga não teve o funcionamento prejudicado e opera normalmente.

 

 

ialmeida

Seg, 07/01/2019 - 19:22

Link permanente

comentários a Funcionário da SABESP morre ...

Comento inicialmente alguns destaques que fiz na postagem.

1. "Após não seguir os procedimentos de segurança necessários para realizar o trabalho, ..."

A frase inicial é posteriormente relativizada quando representantes da empresa afirmam que "Avaliação preliminar indica que os procedimentos de segurança não foram seguidos". Indícios de avaliação preliminar são usados como verdade destacada na primeira frase e já atingem diretamente a memória da vítima. 

A frase embute crença na ideia de que a segurança seja feita exclusivamente pela adesão as regras. Tal ideia não tem sustentação científica e foi sistematicaemnte revelada inconsistente pelos menos nos útlimos 30 anos.

A ergonomia e a engenharia de produção mostraram largamente que o trabalho como "prescrito" nunca corresponde ao trabalho real. Na vida como ela é as coisas mudam. E ao lidar com mudanças os trabalhadores precisam fazer escolhas não antecipadas nas regras.

2. A frase ainda pode embutir a péssima ideia de que identificado o erro de comportamento do operador,  estaria concluída a tarefa da segurança que proclama qual é o jeito certo (e seguro) de fazer o trabalho.

Na verdade, estudiosos do erro humano em segurança afirmam o contrário. O erro não deve ser assumido como causa do acidente. E cim como ponto de partida para a investigação de suas origens. Se é verdade que o trabalhador não cumpriu normas de segurança a análise do evento deveria explorar, focar em tentativa de esclarecer "Quais as razões que levaram o operador a considerar que fosse aceitável agir da maneira que ele fez?"

Ao esclarecer essas razões a equipe traria á tona bons alvos para a prevenção de acidentes em situações assemlhadas.

3. As liçoes da ergonomia recomendam que cuidadosa exploração seja feita da atividade realizada na situação do acidente visando a esclarecer como era, historicamente, na empresa o trabalho naquele tipo de situação. A análise tende a mostrar que os operadores gostam do que fazem e buscam reconhecimento de que fazem tanto a tarefa determinada pela empresa como a fazem de modo reconhecido como bem feito pelos seus colegas experientes, aqueles que fazem a identidade do coletivo em questão na empresa. 

De modo geral o trabalhador não age de modo que não seja aceito no trabalho real, pelo coletivo a que se vincula na empresa.

Análises de acidentes originalmente explicados por representantes de empresas como decorrentes de descumprimento de norma pelo operador já demonstraram fartamente que tais normas não passam de "regras alibis". Que existem na empresa apenas para uso em defesa de seus prepostos depois de um acidente. Em outras palavras, o trabalho real, como feito historicamente naquele sistema NUNCA ou raramente implicava em aplicação efetiva da norma. Pior ainda. Gestores, chefias imediatas, colegas e até membros da segurança no trabalho (quando conhecedores de aspecto do trabalho real no sistema) sabiam que a norma era descumprida.

Em outras palavras, na maioria das vezes, esse tipo de acusação embute violência cínica contra a vítima.

Aguardo manifestações

PB

 

   

 

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