este custo humano não costuma ser computado QUANDO SE DISCUTE ESSAS OBRAS.
Na construção do parque Olímpico em Londres não houve nenhuma morte e nenhum acidente grave computado. O ano passado, ao discursar no Rio de Janeiro a propósito das obras para as nossas Olimpíadas a presidente dilma referiu-se a 10 mandamentos que deveriam ser obedecidos. Infelizmente ela não incluiu o mnadamento "Não matarás". Cá entre nós a morte no trabalho já está banalizada. Essa é uma questão que precisa ser debatida entre nós e ensejar decisões de mudanças radicais em políticas e práticas de segurança no trabalho
Não está fácil. No último dia 28 de abril, mudando prática no congresso nacional, o presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, proibiu a realização de manifestação eque celebraria o Dia internacional em memória das vítimas de acidentes do trabalho. Parece que para ele essas mortes devem mesmo ficar na invisibilidade.
Ildeberto
LEGADO'
Segundo o superintendente regional Robson Leite, a pressa para finalizar as obras pode estar por trás do número de mortes

As obras de instalações esportivas ou de legado para a Olimpíada do Rio causaram a morte de 11 operários entre janeiro de 2013 e março deste ano, mostra um levantamento da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro.
Segundo o superintendente regional Robson Leite, a pressa para finalizar as obras pode estar por trás do número de mortes, que considera muito elevado. Ele culpa a carga de trabalho extenuantes pelos acidentes.
"É um número muito alto e que nos preocupa muito, até porque estamos entrando agora na reta final das obras da Olimpíada e a pressão para a entrega das obras vai crescer, seja sobre a prefeitura, sobre as empreiteiras", disse.
Ele lembra que foram oito mortes de operários nas obras da Copa do Mundo no país inteiro.
Os números fazem parte de um relatório divulgado nesta segunda-feira (25) pela superintendência, durante um evento sobre o Dia Mundial para Segurança e Saúde no Trabalho, realizado no Centro do Rio.
No período abrangido pelo relatório, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio realizou 260 ações de fiscalização nas obr as relacionadas à Olimpíada, resultando em 1.670 autos de infração, segundo o superintendente.
Das 11 mortes, três ocorreram nas obras da Linha 4 do metrô, que liga a zona sul à Barra da Tijuca. Um operário foi esmagado por um caminhão, outro caiu da escada e acabou atropelado nos trilhos, e um terceiro foi chicoteado por uma mangueira de ar comprimido.
"Uma morte para a gente nos choca, nos preocupa, e queremos evidentemente que não aconteça. Nossa atuação é com esse objetivo. Se existe risco para trabalhador, vamos agir, seja com a Prefeitura ou com a empreiteira", disse Leite.
Segundo o relatório, houve duas mortes nas obras do entorno do Parque Olímpico. Também ocorreu uma morte em cada um dos seguintes projetos: Museu do Amanhã, Elevado do Joá, Transolímpica, Transbrasil, Supervia e Museu da Imagem e do Som.
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