Este policy brief apresenta evidências sobre a relação entre horário de trabalho e saúde e recomenda caminhos para a redução progressiva da jornada e o fim da escala 6×1. É dirigido a tomadores de decisão e atores envolvidos nas políticas de trabalho e saúde.
Sobre o cronopolis
O Cronopolis: é uma plataforma interdisciplinar dedicada a aproximar ciência e políticas públicas. Produz, sintetiza e traduz evidências científicas para subsidiar políticas públicas do tempo, promovendo a incorporação da cronobiologia e da organização temporal da sociedade nas agendas públicas. Somos um grupo de pesquisadoras e pesquisadores latinoamericanos comprometidos em transformar conhecimento científico em ações que contribuam para políticas mais saudáveis, equitativas e sustentáveis nas áreas de trabalho, saúde, educação, meio ambiente e organização temporal da sociedade.
Princípios e valores
O Cronopolis: parte do princípio de que o tempo é, simultaneamente, uma dimensão biológica, social e política. A organização temporal da sociedade influencia oportunidades de descanso, alimentação, trabalho, mobilidade, convivência familiar, participação social e resiliência às mudanças ambientais. Por isso, políticas públicas do tempo constituem uma estratégia para promover saúde, equidade e desenvolvimento sustentável.
Pesquisadores envolvidos : Aline Cristine Pereira e Silva (UFAL) 🇧🇷 Claudia Roberta de Castro Moreno (USP) 🇧🇷 Carolina Macêdo de Azevedo (UFRN) 🇧🇷 Davi Malcher (USP) 🇧🇷 Diego Andres Golombek (UdeSA) 🇦🇷 Elaine Cristina Marqueze (UFRN) 🇧🇷 Felipe da Silva Dantas (UFRN) 🇧🇷 Fernanda Sbaraini Bonatto (UFRGS) 🇧🇷 Fernando Mazzilli Louzada (UFPR) 🇧🇷 Frida Marina Fischer (USP) 🇧🇷 Guilherme Luiz Fernandes (USP) 🇧🇷 Ítalo Matheus de Lima Castro (UFRN) 🇧🇷 Jane Carla de Souza (UFRN) 🇧🇷 Jeane de Fátima Moreira Branco (UFPE) 🇧🇷 Jefferson Souza Santos (UFPR) 🇧🇷 John Fontenele-Araujo (UFDPar) 🇧🇷 Julia Ribeiro da Silva Vallim (Unifesp) 🇧🇷 Laiza Gabrielle de Almeida (UNCISAL) 🇧🇷 Luiz Menna Barreto (USP) 🇧🇷 Maria Paz Loayza Hidalgo (UFRGS) 🇧🇷 Mariana Marchesano (Udelar) 🇺🇾 Mario Pedrazzoli Neto (USP) 🇧🇷 Maristela de Oliveira Poletini (UFMG) 🇧🇷 Natalí Nadia Guerrero Vargas (UNAM) 🇲🇽 Natalia Buitrago Ricaurte (URosario) 🇨🇴 Rafael Genario (USP) 🇧🇷 Renata Adrielle Lima Vieira (UFPB) 🇧🇷 Risia Cristina Egito de Menezes (UFAL) 🇧🇷 Tiago Gomes de Andrade (UFAL) 🇧🇷 Vânia D'Almeida (Unifesp) 🇧🇷 Waléria Pereira Gusmão (UNCISAL).
Recomendações
ESTABELECER JORNADA MÁXIMA DE 40 HORAS SEMANAIS
Reduzir a jornada semanal de trabalho para, no máximo, 40 horas, com a substituição progressiva da escala 6×1 pela escala 5×2, assegurando dois dias consecutivos de descanso, preservação dos salários e prevenção da intensificação compensatória do trabalho. Os riscos para a saúde são ainda maiores quando o trabalho é realizado à noite, o que reforça a necessidade de políticas específicas para limitar e organizar adequadamente o trabalho noturno.
LIMITAR O TRABALHO NOTURNO CONSECUTIVO
Limitar o número de noites consecutivas de trabalho noturno e, quando houver rotação, priorizar a sequência manhã → tarde → noite, favorecendo períodos adequados de descanso e recuperação e reduzindo os efeitos do trabalho noturno sobre o sono e a saúde.
INCORPORAR SALVAGUARDAS PARA GRUPOS VULNERÁVEIS
Complementar a redução geral da jornada com proteções específicas para gestantes, trabalhadores mais velhos, pessoas com doenças crônicas, cuidadores e trabalhadores noturnos, prevendo adaptações de jornada e escala conforme suas necessidades de saúde e recuperação.
Obrigado, William Alves- Comunicador do FORUMAT.
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