As SUVs matam mais. Por quê?Uma matéria enriquecida por gráficos, publicada pelo no NYTimes, mostra uma face pouco conhecida dos automóveis cada vez mais gigantescos que estão povoando as ruas dos Estados Unidos (e do Brasil). O texto correlaciona a difusão desse tipo de veículo, nos últimos quinze anos, a um aumento nítido no número de mortes por atropelamento no país. Depois de terem declinado progressivamente, a partir dos anos 1980, elas dispararam a partir de 2009. Passaram de pouco mais de 4 mil, a quase 8 mil, em 2021. As causas são múltiplas e incluem o uso frequente de celulares no trânsito (e nas ruas). Mas além de correlacionar a alta com a emergência dos SUVs, a matéria encontra duas explicações técnicas centrais. Nos SUVs, a altura da parte frontal do veículo é quase o dobro que a dos carros comuns. Devido a isso, mesmo em colisões a baixas velocidades (30 km/h, por exemplo), o corpo do pedestre é projetado ao solo e em seguida esmagado pelo veículo – enquanto nos modelos anteriores a tendência era de ele ser jogado ao capô do carro. Além disso, demonstra a matéria, por sua altura e suas estruturas laterais alargadas, os pontos cegos diante do motorista de um SUV são muito maiores que nos veículos mais baixos. |
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