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Vigilância (inspeção do trabalho) em saúde do trabalhador na era digital

Enviado por: ialmeida
em Sáb, 05/04/2025 - 13:09

O Tema da Vigilância em saúde do trabalhador na era digital se mantém atual e foi discutido em curso foi ofertado em 2019 (NIVA education).
 

O texto abaixo apresenta o tema como abordado no curso. O desafio está posto. Nós do Fórum AT chamamos a atenção especialmente para a necessidade de que o tema seja explorado tb nas suas relações com a acidentalidade. Atualmente - nas últimas décadas - já são muitos os pesquisadores que exploram relações entre armadilhas cognitivas, perda da compreensão, surpresas automáticas e similares e a emergência de acidentes.   

Por outro lado, é crescente a importância atribuída ao tema dos riscos psicossociais e seus impactos em termos de saúde mental. enfoque especial deve ser dado a essas condições na era da revolução digital. O que e como está mudando no trabalho? A esse respeito acrescento no final um antigo folder usado na França sobre 9 conselhos para prevenção nas situações de risco psicossocial. (Atenção, em caso de tradução sugiro substituir o "palavrão" usado no item 3) .

Inspeção do trabalho na era da digitalização – aspectos cognitivos e outros
Artigo relacionado ao curso da NIVA Labour Inspection in the Age of Digitalization, realizado de 19 a 21 de novembro de 2019 no Stockholm Waterfront Congress Centre, Estocolmo, Suécia

Carin Håkansta, Analista Sênior, Autoridade Sueca para o Ambiente de Trabalho, Suécia

A digitalização mudou a forma como vivemos e trabalhamos. Algumas mudanças são concretas, como a substituição de tarefas manuais por atividades em uma tela de computador. Certas tarefas desaparecem completamente devido à automação e à inteligência artificial. Outras mudanças são mais difíceis de perceber, como o estresse causado por sistemas computacionais mal projetados ou os limites difusos entre o tempo dentro e fora do trabalho. A tecnologia da informação e os dispositivos técnicos também possibilitaram novas formas de emprego, como os “bicos” na economia de plataformas.

Os efeitos da digitalização sobre o trabalho e o ambiente de trabalho estão levantando diversas questões sobre como interpretar e aplicar a regulamentação atual de saúde e segurança no trabalho e como realizar uma fiscalização trabalhista eficaz.

Uma dessas questões diz respeito ao aumento da flexibilidade do trabalho em termos de tempo e espaço, graças à internet e a dispositivos como computadores portáteis e smartphones. Essa flexibilidade pode reduzir o estresse, tornando mais fácil conciliar trabalho e outras atividades. Mas também pode causar estresse se nos sentirmos obrigados a estar disponíveis a todo momento ou se tivermos dificuldades para “desligar”. Outro risco potencial está relacionado ao aumento do tempo longe do local de trabalho: menos tempo com colegas e gestores, o que pode resultar em menor apoio social e aprendizado. Para os inspetores do trabalho, o trabalho fora do local físico é problemático por razões práticas e também porque a legislação de saúde ocupacional tende a se aplicar apenas ao local de trabalho. Muitas vezes, não está claro se os empregadores são ou não responsáveis pelos ambientes de trabalho fora da empresa.

Outra questão diz respeito ao aumento da carga cognitiva em muitos trabalhos atualmente, devido ao maior e mais rápido fluxo de informações. A maior intensidade e complexidade no trabalho são aspectos relativamente novos para a inspeção do trabalho, que foi criada para lidar com riscos ocupacionais mais tradicionais e visíveis. Uma carga cognitiva mais pesada aumenta a necessidade de iluminação adequada, redução de ruído e sistemas de TI bem funcionais. Isso é particularmente importante ao considerar as necessidades de pessoas mais velhas e de pessoas com diferentes tipos de deficiência para continuarem trabalhando.

Outra questão ainda são as implicações do crescente volume de informações sobre o que os empregados estão fazendo, quando e onde. Informações sobre os trabalhadores são geradas por uma ampla variedade de sistemas e dispositivos tecnológicos. Se essas informações forem utilizadas pelo empregador para monitorar os empregados, isso pode resultar em estresse e violações à integridade pessoal. Novamente, trata-se de uma área nova e difícil de ser abordada pelos serviços de inspeção do trabalho.

Além dessas questões, a digitalização também levou a uma nova forma de trabalho: as plataformas digitais e os empregos na chamada “economia dos bicos”. Esses trabalhos são problemáticos porque não se encaixam no arcabouço do direito trabalhista. A maioria deles envolve a prestação de um serviço por um trabalhador a um cliente, intermediada por uma plataforma digital. Como a legislação e os acordos coletivos se baseiam em contratos entre empregadores e empregados, não está claro quem é responsável pela saúde e segurança dos trabalhadores nesse novo tipo de relação de trabalho.

Por fim, os próprios serviços de inspeção do trabalho utilizam a internet, sistemas de TI e dispositivos técnicos para buscar e gerenciar informações e para se comunicar. Os efeitos e as possibilidades da digitalização para os serviços de inspeção do trabalho receberam pouca atenção, mas constituem um tema altamente relevante.

9 conselhos para agir sobre RPS A833.pdf (153.95 KB)
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