Barreiras: dois trabalhadores morrem soterrados
Dois trabalhadores são mortos após serem soterrados em um silo de uma fazenda de soja de Barreiras, no Extremo Oeste baiano. Conforme divulgação do Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (30), os homens morreram por engolfamento em um silo com profundidade de cerca de 20 metros. O resgate dos corpos foi feito por agentes do 2º SGBM, em Luís Eduardo Magalhães, pertencente ao 17ºGrupamento de Bombeiros Militares (GBM) de Barreiras.
A propriedade fica na altura do km 542 da BR-242. Para retirada dos corpos, os bombeiros precisaram usar técnicas de resgate vertical para concluir a operação. Toneladas de grãos de soja precisaram ser drenadas. Ainda segundo os bombeiros, os corpos foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Barreiras, para necropsia.
Até o momento, a empresa responsável pelo silo não se manifestou sobre o ocorrido. Também não foi informado sobre o que motivou o incidente. O caso ocorreu no último sábado (28).
Comentário
Mortes em silos parecem esfinges que desafiam equipes de Vigilância em ST e de auditoria fiscal.
Regra geral há bom repertório de barreiras (de prevenção, monitoramento, mitigação) definidas em lei para evitar esse tipo de acidentes e reduzir seus impactos.
Mas, o pior continua acontecendo!
Na abordagem clássica de análise de barreiras esses acidentes seriam explicados por falta de barreiras definidas em lei e/ou por falhas de algumas dessas barreiras que estivessem presentes. Fica evidente que se trata de investigação que precisa ir além de detalhes técnicos ligados às barreiras.
A intervenção preventiva caberia então explorar as razões que explicam essas falta e ou falha? Uma exploração que pode se beneficiar de aspectos relativos á decisão de não implantar barreira obrigatória por lei ou ainda do monitoramento de barreiras (concepção, implantação, operação, manutenção).
os processos de tomada de decisões ganham importância e também eventuais dificuldades e limitações impostas ás equipes de intervenção quando buscam esclarecer quem e como atuou nas tomadas de decisões.
Enquanto esses limites continuarem ganhando essa disputa, tendo mais força do que a defesa da vida vamos continuar convivendo com esse tipo de mortes.
Ildeberto (Paraíba)
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