Rodrigo Stringheta Souza concluiu dissertação de mestrado orientada pela professora Doutora Maria Dionísia do Amaral Dias intitulada “Novas e velhas faces do trabalho precarizado e seus impactos na saúde do trabalhador: análise de matérias jornalísticas sobre trabalho informal”
O estudo está disponível de livro acesso no Repositório Institucional UNESP e pode ser baixado via link souza_rs_me_bot.pdf (798.5Kb)
Vejam abaixo resumo do estudo
“O trabalho pode ser compreendido não apenas como o processo no qual o ser humano emprega suas forças para atuar sobre a natureza externa garantindo a sua subsistência, mas, também, como a atividade por meio da qual ele desenvolve suas potencialidades.
O processo de desenvolvimento do capitalismo promoveu mudanças na sociedade e nas relações sociais de produção, marcadas pela incorporação de novas tecnologias e novos métodos gerenciais, tornando instáveis e inseguras as relações e condições de trabalho. Estas mudanças foram acompanhadas por alterações nas formas de manifestação de sofrimento e de adoecimento apresentados pelos trabalhadores.
O contexto atual do neoliberalismo econômico atinge de forma severa a classe trabalhadora ao buscar a maximização de lucros, limitando direitos. Assim, procura meios de desvincular o trabalhador do emprego formal como antes conhecido, precarizando formas de contratação e condições de trabalho.
Nesta conjuntura, realizou-se a presente pesquisa com o objetivo de conhecer posicionamentos de trabalhadores sobre o trabalho informal, divulgados em matérias jornalísticas veiculadas em mídia digital, buscando descrever e classificar aspectos deste trabalho e identificar consequências aos trabalhadores.
Optou-se pela metodologia qualitativa, estudo exploratório e técnicas de investigação documental, o tratamento e análise do material aconteceu por meio da análise de conteúdo, na modalidade temática.
Da análise dos dados emergiram cinco núcleos temáticos: a) Trabalho pela sobrevivência: “atitude desesperada”; b) Exploração: “nossas vidas não têm importância nenhuma para essas empresas”; c) Vida precarizada: “não tem tempo para dar um beijo no seu filho”; d) Vida adiada: “assim vai indo!”; e) O mito do empreendedorismo e autonomia: “o trabalho é a gente que faz”.
Os resultados sugerem que os trabalhadores têm consciência de sua situação, de falta de direitos trabalhistas e previdenciários, com garantia somente da sobrevivência, com limitadas possibilidades de planos futuros, mas submetem-se pela urgência e necessidade de auferir algum ganho financeiro.”
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