A classe, porém, não é uma abstração no espaço e no tempo. Ela tem concretude histórica e determinantes que fazem com que a classe trabalhadora, em países como a França, não seja exatamente a mesma no Brasil. Ambas são exploradas vendendo sua força de trabalho ao capital, porém não são iguais. Foi Marx, no livro III de O capital (editado pelas mãos de Engels), que chamou atenção para o fato de que a mesma base econômica, o capitalismo, manifesta-se em “infinitas variações e matizes”, dadas as “circunstâncias empíricas de diversos tipos” como “condições naturais, raciais, influências históricas externas etc.” (O capital, livro III, Boitempo, 2017, p. 852).
https://blogdaboitempo.com.br/2020/06/02/a-humanidade-partida-reflexoes-fanonianas-sobre-a-pandemia/
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