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'Para matar, vocês são rápidos': a tensa reunião em que a Vale recusou pedidos de vítimas da lama de Brumadinho ...

Enviado por: ialmeida
em Qua, 06/02/2019 - 11:12

Tragédia em Brumadinho

'Para matar, vocês são rápidos': a tensa reunião em que a Vale recusou pedidos de vítimas da lama de Brumadinho ...

Ricardo Senra

Da BBC News Brasil, em Brumadinho (MG)

06/02/2019 08h17

Moradores pediram que a Vale assumisse dívidas de financiamento relativas a plantações destruídas, além de uma ajuda de custo mensal para quem ficou desempregado. Mas os funcionários da empresa disseram que não têm autonomia para atender às solicitações.

Gritos, lágrimas, trocas de ofensas e pedidos de reforço policial marcaram a assembleia em que representantes da Vale se recusaram, nesta terça-feira, a aceitar os pedidos de uma das principais comunidades afetadas pela lama da barragem da mineradora em Brumadinho (MG).

Mais de 400 pessoas que perderam parentes, casas, empregos, documentos e objetos pessoais acompanharam a reunião por quase quatro horas sob uma tenda no bairro do Parque da Cachoeira. Eles esperavam que a mineradora trouxesse respostas para uma série de demandas de urgência elaboradas por membros da comunidade e representantes de órgãos como o Ministério Público, a Defensoria Pública, igrejas e movimentos sociais.
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Enquanto bebês choravam no colo de mães que não tinham onde se sentar (a mineradora disponibilizou cadeiras em número bem inferior ao de participantes) e idosos caminhavam com dificuldade pelo terreno de terra batida, três funcionários da Vale - Edvaldo Braga, Vítor Libânio e Humberto Pinheiro - diziam que "não tinham autonomia" para responder aos pedidos.

"Não temos condições de assumir responsabilidade sobre algo que não temos conhecimento. Precisamos entender a extensão deste problema. Ainda não temos informações suficientes para responder a estas solicitações", repetiam os representantes da mineradora à plateia, 12 dias após a ruptura da barragem que deixou, segundo o corpo de bombeiros, 122 mortos já identificados, 20 mortos sem identificação 194 pessoas desaparecidas e 103 desabrigadas.

Muitos moradores choravam ao ouvir as palavras dos funcionários da Vale. Na mesa que reunia as autoridades, os principais embates aconteceram entre o promotor do Ministério Público estadual André Sperling e Edvaldo Braga, executivo designado pela mineradora como principal porta-voz no bairro. "Parem de picaretagem", disse Sperling, aplaudido pelos moradores. "Não mintam e não usem respostas fáceis." Braga, de outro lado, dizia que já havia colocado a posição da empresa e pararia de repeti-la. "Lamento", repetia. O representante da mineradora chegou a dizer que "a Vale não tem nenhuma credibilidade, mas está trabalhando para reverter isso".

'Agora vou viver como?' Os atingidos pela tragédia e membros do poder público pediam que a mineradora assumisse as dívidas de camponeses com financiamentos para plantações destruídas pela lama e pagamentos mensais até que as indenizações sejam determinadas pela Justiça. O pedido prevê um salário mínimo para moradores adultos, meio salário mínimo para adolescentes entre 14 e 18 anos e 25% do salário mínimo para crianças. A demanda coletiva apresentada à mineradora também inclui a doação de R$ 5 mil para as famílias que vivem no Parque da Cachoeira. "Perdi o emprego, agora vou viver como?", gritou um morador da plateia ao ouvir que a empresa não atenderia aos pedidos. .

"Vocês mataram meu irmão em 10 segundos e agora vão esperar quantos meses para amenizar o que minha mãe está sentindo?", disse uma senhora, soluçando. "Para matar vocês são rápidos", disse outra mulher, amparada por colegas. "Em Mariana foi igualzinho", completou, em referência à ruptura da barragem de Fundão, em 2015, quando 50 milhões de metros cúbicos de restos de mineração e produtos químicos foram lançados sobre comunidades e atingiram o rio Doce, chegando até o oceano Atlântico. Quase duas semanas depois da ruptura da barragem, a maioria dos presentes está morando nas casas de amigos e parentes. Esta é a terceira reunião entre moradores e membros da empresa - em nenhuma delas houve consenso sobre as reivindicações.

Acesse o link para a reportagem completa

 

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