DEU NO OUTRA SAÚDE
BRUMADINHO
O número de mortos na tragédia chegou a 84. Restam 276 pessoas desaparecidas. Já foram identificados 42 corpos. Ontem, a Vale anunciou que vai desativar dez barragens similares as que romperam tanto em Brumadinho, quanto em Mariana, o que vai provocar uma redução de 10% na sua produção de minério de ferro. Não é o suficiente. Segundo a Agência Nacional de Águas, a empresa tem 175 barragens e 56 delas estão na categoria de "alto dano potencial associado", que avalia os riscos de perdas de vidas humanas, dentre outros fatores. As barragens que romperam, aliás, são as mais baratas e as menos seguras.
O que também parece longe de ser suficiente é o número de profissionais dedicados à fiscalização: o país conta com apenas 35 fiscais capacitados para atuar nas 790 barragens de rejeitos de minérios. Há até um geólogo que responde pela assessoria de comunicação, tamanha a precariedade da Agência Nacional de Mineração. Dessa forma, o governo federal usa só laudos produzidos pelas empresas e consultorias privadas por elas contratadas (o que é m problema, mas é permitido por lei). Dois engenheiros de uma dessas consultorias e três funcionários da Vale que atestaram a segurança da barragem da Mina do Feijão foram presos ontem. Hamilton Mourão criticou: "O Ministério Público do Estado tomou atitudes hoje, não se se foram as mais corretas, mas foram tomadas".
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