Ricardo Antunes e a Industria 4.0
destaco:
"Antunes ressalta que, em plena era do capitalismo informacional digital, sob rigorosa hegemonia financeira, um número incalculável de trabalhadores se encontram, em escala global, em situações cada vez mais instáveis e precárias de trabalho: “Assistimos a ampliação do subemprego, do desemprego e, ainda, do desemprego por desalento. No Brasil, mais de 4 milhões se encontram nessa última situação.”, destaca, lembrando que, com a redução do emprego, grande número de pessoas são empurradas para trabalhos precários, ocasionais, intermitentes."
"[...] o “contrato de zero hora”, que já começou há décadas na Inglaterra e no Reino Unido, hoje se esparrama pelo mundo, inclusive pelo Brasil. Como explica o palestrante, trata-se de uma modalidade de contrato onde não se tem determinação de horas a serem trabalhadas, por isso é contrato de zero hora:. "Esses trabalhadores, das mais diversas atividades na Inglaterra, cujo contingente hoje é superior a 1 milhão, recebem uma chamada digital telefônica, por meio de um aplicativo (geralmente uma corporação poderosa) e ganham estritamente pelo que fizerem e não pelo tempo em que permaneceram à disposição, esperando para serem chamados". - comenta o professor. Ele diz, inclusive, que essa foi a inspiração para o trabalho intermitente que veio com a reforma trabalhista brasileira: "Numa engenhosa forma de escravidão digital, o trabalhador espera, não porque quer, mais porque não tem outra forma de trabalho", pontua. E conclui:. "Essa sociedade informatizada não é capaz de oferecer um trabalho integral e com direitos. É evidente que essa prática só pode prevalecer num ambiente no qual a legislação social protetora do trabalho seja flexível.”
o texto segue com dois destaques
A escravidão digital e
A indústria 4.0 e o domínio do “trabalho morto”
Leitura recomendada
PB
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