Continuam os ecos do desastre de Mariana.
Resultado preliminar de pesquisas foi apresentado pela força-tarefa da Bacia do Rio Doce a membros do MPF que atuam na Câmara de Meio Ambiente e na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.
A reportagem foi publicada por Ministério Público Federal - MPF, 04-05-2018.
Esse tipo de estudo destaca a importância de repensar o que é o acidente ou desastre. Em que momenta começa e ou termina? A representação desses eventos com a ideia de gravata-borboleta ajuda a pensar e a enxergar que a exploração do lado direito, habitualmente mais negligenciada que a já negligenciada exploração do lado esquerdo, ou seja o estudo das consequências do evento pode precisar ser estendida no tempo. Afinal para além dos impactos de longa duração há outros que são de instalação tardia.
E as intervenções do poder público, os esforços de prevenção e de mitigação da extensão e da gravidades desses efeitos exige não só o seu reconhecimento como a adequada comprovação dos nexos de relação entre os eventos ou exposições iniciais e a origem, evolução etc dos respectivos efeitos.
A literatura aponta amplamente o aumento das dificuldades relativas a esse tipo de estudos quando se trata de efeitos em que a duração da latência, do tempo entre a exposição e o início das manifestações é grande. maior latência maior a dificuldade de reconhecer a ligação entre as redes de multiplos fatores em interação e a emergência dos fenômenos. Se não houver políticas que incentivem busca ativa desses efeitos eles não serão sequer identificados.
PB (Ildeberto)
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