Forum AT divulga com comentário.
Nosso comentário:
O artigo relata intervenção cujo desenho não acompanha a população estudada no tocante à persistência ou não dos resultados obtidos. A avaliação do "impacto" se deu apenas ao final da intervenção .
Também chama a atenção o fato de que pouco destaque é dado sobre a natureza do estresse a que estavam submetidos os trabalhadores.
Afinal, se a intervenção contra situações de trabalho estressante for direcionada apenas para o aumento da "resiliência" ou da capacidade dos expostos resistirem a condições estressantes estamos diante de estudo cujas implicações éticas precisam ser denunciadas. As intervenções desenhadas com o enfoque de vigilância em saúde do trabalhador devem sempre focar/ agir sobre três dimensões:
A primeira sobre os macrodeterminantes, escolhas políticas e marco regulador vigente que permite a criação ou introdução na sociedade do tipo de perigo e risco sobre o qual se deve agir. A prevenção nesses casos é mais de natureza política, social ou pela atuação que discute valores e aceitabilidade da existência dos perigos. Quem e como decide? Com ou sem participação dos futuros expostos? etc
A segunda sobre as situações reais de exposição. Na implantação e uma vez implantado o sistema sócio técnio e ambiental (SSTA) em questão quais os perigos e riscos a que estarão expostos trabalhadores e demais cidadãos? Quais as políticas, estruturas e práticas de prevenção propostas para agir nesse momento minimizando as chances de surgimentos de impactos desses perigos e riscos. Quais as concepções teóricas adotadas nas definições do que sejam tais perigos e riscos? A noção de cidadania está respeitada ou se baseia apenas na decisão e escolha de técnicos ou especialistas supostamente neutros? e pagos pelos criadores que se beneficiam da existência do tal SSTA? A prevenção neste ponto age centralmente na gestão de segurança e STA em relação a perigos e riscos cuja existência se dá em decorrência de decisões democraticamente assumidas na sociedade.
A terceira dimensão se refere ás ações direcionadas ao diagnóstico e manejo dos impactos decorrentes das exposições. O artigo abaixo citado é exemplo desse tipo de ação. Nós do Fórum AT sugerimos a leitura também por se tratar de artigo que aborda tema (programas de mindfulness y autocompasión) que vem ganhando importancia no campo da saúde mental.
Vejam o artigo
Autores: Gloria Aranda Auserón, M. Rosario Elcuaz Viscarret, María Carmen Fuertes Goñi, Victoria Güeto Rubio, Pablo Pascual Pascual, Enrique Sainz de Murieta García de Galdeano
Atenção: Clique no primeiro link abaixo para acesso a todos os números da Revista ou no segundo link para acesso ao número que traz o artigo completo.
Localización: Atención primaria: Publicación oficial de la Sociedad Española de Familia y Comunitaria, ISSN 0212-6567, Vol. 50, Nº. 3, 2018, págs. 141-150
Idioma: español
Vejam Resumo
Objetivo Evaluar la efectividad de un programa de mindfulness y autocompasión sobre los niveles de estrés y burnout en profesionales sanitarios de atención primaria.
Diseño Ensayo clínico controlado aleatorizado.
Participantes y emplazamiento Se ofertó entrenamiento en mindfulness a los 1.281 profesionales sanitarios de atención primaria de Navarra y aceptaron 48. Se asignaron por sorteo 25 participantes al grupo intervención, quedando los 23 restantes en el grupo control.
Intervención El programa de entrenamiento en mindfulness y autocompasión consistía en sesiones de 2,5h/semana durante 8semanas, a las que había que asistir al menos al 75% de las sesiones y realizar una práctica diaria de 45min.
Mediciones principales Antes-después de la intervención se midieron mediante cuatro cuestionarios los niveles de mindfulness, autocompasión, estrés percibido y burnout.
Resultados Tras la intervención, las puntuaciones del grupo intervención mejoran significativamente en mindfulness (p<0,001); estrés percibido (p<0,001); autocompasión: auto-amabilidad p<0,001, humanidad compartida p=0,004, mindfulness p=0,001; y burnout: cansancio emocional (p=0,046). La comparación respecto al grupo control muestra diferencias significativas en mindfulness (p<0,001), estrés percibido (p<0,001), auto-amabilidad (p<0,001) y cansancio emocional (p<0,032).
Conclusiones Este trabajo sugiere que puede ser beneficioso impulsar las prácticas de mindfulness y autocompasión en el ámbito sanitario.
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