O novo número da Revista Trabalho, Educação e Saúde (vol 16, número 01) traz resenha de Rafael Mendonça Guimarães intitulada "Os impactos das políticas de austeridade nas condições de saúde dos países com algum tipo de crise".
A resenha trata do livro "A economia desumana: porque mata a austeridade" foi originalmente publicado no ano de 2013 por Stuckler e Basu. Deveria ser leitura obrigatória em tempos de discussão de "reformas" (SIC!) como as do governo atual.
Destaco trechos recomendando a leitura da resenha como aperitivo para a do livro. (os negritos são meus)
01. "A obra de Stuckler e Basu é enfática quando diz que as políticas de austeridade têm efeito devastador sobre a saúde das populações, particularmente não só em indicadores de impacto, como a reemergência de certas doenças, tais como a desnutrição e algumas doenças infecciosas, mas igualmente em indicadores de estrutura e processo, como a razão médico/população e o tempo interconsultas."
02. Na sequência, os autores descrevem vários outros experimentos, concentrados em países europeus (ocidentais e orientais), todos eles apontando para a mesma direção: há um impacto negativo quando a decisão econômica é de privatização rápida e não preserva os sistemas de seguridade e bem-estar social.
03, [...] Em conclusão, afirmam que “a piora da saúde não é uma consequência inevitável das recessões econômicas. É uma escolha política”.
Por fim, é descrito o caso da Islândia, que teve a oportunidade, diante da crise econômica no início do século XXI, de realizar referendos populares para decidir os caminhos futuros da economia.
04 [...], em lugar de melhorar o cenário econômico, a austeridade acaba por agravá-lo, além de trazer outros problemas de gestão, como a piora dos indicadores de saúde pública.
05. [..] Se considerarmos este tipo de estratégia num sistema de saúde integral e universal, como é o caso brasileiro, as implicações poderão ser severas e ir de encontro à constitucionalidade das medidas adotadas.
Gradei.
PB
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