Saiu novo número da revista Trabalho Educação e saúde.
Acessem o link para o Sumário de "Trab. educ. saúde vol.16 no.1 Rio de Janeiro jan./abr. 2018"
O Presenteísmo é tema de destaque em artigo de Alana Pires Dale e Maria Dionísia do Amaral Dias intitulado "A ‘EXTRAVAGÂNCIA’ DE TRABALHAR DOENTE: O CORPO NO TRABALHO EM INDIVÍDUOS COM DIAGNÓSTICO DE LER/DORT"
Resumo Dentre as doenças do trabalho mais prevalentes estão as lesões por esforços repetitivos/distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, as quais relacionam-se diretamente à organização do trabalho que ignora os limites do corpo e as singularidades dos trabalhadores.
O objetivo deste artigo foi investigar os significados do corpo no trabalho em indivíduos com esse tipo de
lesão/distúrbio. Para alcançar o objetivo proposto, fez-se um estudo de caso com abordagem qualitativa, a qual está embasada na teoria sócio-histórica da psicologia. Utilizaram-se entrevistas abertas individuais para coleta de dados, realizadas com nove participantes, os quais tinham diagnóstico de lesões por esforços repetitivos/ distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho e eram acompanhados no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Botucatu (São Paulo). A análise dos dados revelou três núcleos de significação: necessidade de trabalhar – o corpo em movimento; submissão do corpo – falta de autonomia / poder; e corpo impedido – ‘eu travei, eu parei minha vida’. Com base nesses núcleos foram identificados os significados e os elementos explicativos. O presenteísmo destacou-se entre os significados encontrados. A expressão que melhor define todo o processo saúde-doença dos participantes é ‘a extravagância de trabalhar doente’, e o produto deste é um futuro incerto.
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