Tragédia de Mariana: Desastre com barragem acordou ‘monstro’ de poluentes no Rio Doce, diz perito
Destaco:
"“Com a passagem da lama, que veio de uma vez com muita energia e grande volume, o movimento revolveu o fundo do leito do rio. É como se tivesse acordado um monstro”, explica o perito criminal federal Marcus Vinícius Andrade, que chefiou a equipe que fez a coleta de provas e coordenou os laudos da investigação. “Até hoje, em vários pontos, temos um nível alto de poluentes”.
O “monstro acordado” pode ser um dos responsáveis pela piora na qualidade da água dois anos depois do desastre, conforme constatou a Fundação SOS Mata Atlântica. Segundo estudo da entidade, as condições estão ruins ou péssimas em 88,9% dos 18 pontos de coleta analisados. Em apenas dois pontos, a qualidade foi apontada como regular (11,1%). A fundação informou que a água apresenta concentrações “elevadas de sólidos em suspensão e metais pesados” como manganês, cobre, alumínio e zinco."
Acesse a reportagem completa via link acima.
PB (Ildeberto)
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Lado direito da gravata-borboleta
Desastres como esse ajudam a revelar dificuldades relacionadas a processos de análise desses eventos. Onde termina o desastre? Será que tem um fim que não seja produto de uma escolha da equipe de análise?
Os desdobramentos, impactos ou consequências do desastre continuam se fazendo presentes até hoje. No modelo da gravata-borboleta usado para representar esse tipo de evento o que está acontecendo mostra que equipes de anáise precisam estar preparadas para estudar e lidar (sem o controle da empresa) com consequências tardias e de longa duração. Isso mostra lacunas do nosso sistema público de prevenção e resposta a esse tipo de catástrofes.
Infelizmente no caso de Mariana mais uma vez o governo federal e os governos estaduais não parecem ter aprendido com o que aconteceu.
Tomara que 2018 traga perspectivas melhores nessa questão. Mas pelo andar da carruagem, pode piorar!
Pb (Ildeberto)