Saiu o nº 27 do Boletim FÓRUM INTERSINDICAL - SAÚDE - TRABALHO - DIREITO
Novembro - 2017
ANO III – Nº 27
Nesta edição
Editorial – Brasil, saúde do trabalhador e a maldição... 1
Entrevista – Cecília Paiva Neto Cavalcanti 2-4
Artigo do mês – Thiago Sebastiano de Melo 5-6
Perfil Sindical – Teresa Cristina Mata Pujals 7
Trabalhadores Anônimos – Adalgisa Ferreira 8
Informes 9
Vejam o editorial - Brasil, saúde do trabalhador e a maldição do B.
Brasil começa com a letra B. Nada contra a Bela letra que inicia as coisas Belas, os momentos Bacanas, as Boas lembranças, os Beijos de amor, as Brincadeiras da infância, as pessoas Bondosas. Mas, hoje, por lástima de um destino Borrado por um parlamento Bandido, o Brasil perdeu seu Brado de Bravura. Os heróis do Brasil acabaram sendo os anunciados enfaticamente durante 14 anos pelo Bial: os/as Bonitinho/as do Big Brother Brasil. Como dizia Bial em sua premonição: meus heróis!!! Nossos heróis não morreram de overdose, enganou-se Cazuza, “nossos heróis” são os Bonitinho/as do Big Brother Brasil, hoje alojados no parlamento Brasileiro. Com algumas diferenças na regra do jogo Burlado: quem vai para o paredão é o povo Brasileiro. O espetáculo midiático do BBB parlamentar, cuja Base de sustentação da hipocrisia, do cinismo e da corrupção é organizado em Bancadas é um festival de desrespeito explícito com o povo Brasileiro. Tudo em nome das Bancadas do B. Bancada do Boi; Bancada da Bala, Bancada da Bíblia, Bancada da Bula. A defesa de seus interesses particulares cobra um preço ao país que afeta diretamente a todos os trabalhadores e reflete na sua saúde e na de toda a população Brasileira. A Bancada do Boi, vulgo ruralista, atinge a saúde dos trabalhadores diretamente sem piedade: na devastação do meio ambiente, no uso insaciável dos agrovenenos, na defesa do trabalho escravo, na impiedosa precarização do trabalho, na expulsão de populações trabalhadoras locais, na utilização de trabalho infantil, nas piores formas, em suas cadeias produtivas, e no desemprego em massa causado pela mecanização ostensiva sem responsabilidade social. Fonte de doença. A Bancada da Bala defende o indefensável: a indústria vestida para matar, garantindo a volta à Barbárie de todos armados contra todos, com o lema velado: uma arma, uma morte à espreita. Fonte de violência. Fonte de doença. A Bancada da Bíblia garante o retrocesso na cultura, nas artes, nos costumes, na liberdade de escolha dos caminhos individuais e coletivos da profissão de fé, prega a discriminação contra as pessoas nas suas opções afetivas e prega a criminalização de milhões de mulheres, cujo único erro é: ser mulher dona de seu corpo. Fonte de morte. Fonte de violência simbólica. Fonte de doença.
A Bancada da Bula, majoritariamente composta de médicos, rasga o juramento de cuidar da saúde das pessoas, ao defender a saúde como um Bem de mercado, uma mercadoria a ser comprada, sabendo que a maioria esmagadora da população não terá acesso aos planos de saúde privados. Fonte de doença. O Ministério da Saúde mudará de nome para Ministério da Doença.
A hora é de Bola ou Búlica. Bendição do B. No tempo em que as crianças Brincavam nas ruas de terra, nos terrenos Baldios, nos parques, nos quintais, tempo em que não havia celulares e muito menos motivos para tantos ais, eram muitos os folguedos. Fonte de saúde. Do pique ao pique-esconde, da amarelinha à cabra-cega, tempo das cantigas de roda, dos jogos de anel ao queimado e ao pica-pau, da pipa e da pelada, os meninos, principalmente, jogavam Bola de gude. Fonte de saúde. É muito provável que os meninos de hoje, nativos digitais, nunca tenham ouvido falar ou visto uma Bola de gude. Eram três Buraquinhos no chão de terra - as Búlicas -, afastados cada um de um metro e pouco e se jogava as Bolinhas de gude para acertar a Bola adversária ou acertar a Búlica. Fonte de saúde. A expressão Bola ou Búlica acabou por significar popularmente, pelo menos para os antigos, ‘é isso ou aquilo’, ‘é tudo ou nada’! Pois, para confrontar a maldição do B só a Bendição do B com Bola ou Búlica. Com tudo ou nada contra os malfazejos da política Brasileira. E tudo ou nada é dar maior visibilidade à nossa indignação, viralizar as redes sociais com nomes e cpf dos que nos retiram a esperança, transformar nossas apatias institucionais em atitudes cívicas institucionalizadas de defesa da dignidade, usar cada espaço, na fila, na chuva, no Bar como tribuna da resistência, judicializar contra os que amaldiçoam a política, lutar a incansável luta. Fonte de saúde. No Fórum Intersindical, cujo tema é a saúde do trabalhador, os três principais segmentos: sindicatos, academia, serviços têm muito mais a oferecer desde seus lugares de fala. Talvez seja a hora de mudar nossas palavras de ordem e uma delas é ou Bola ou Búlica. ■ ■ ■
Vale conferir
PB
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