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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA ABRASTT

Enviado por: Fernada Martin
em Sex, 28/04/2017 - 15:12

 Dia 28 de abril

Dia de lembrarmos os trabalhadores que morreram devido à precariedade das condições e dos ambientes de trabalho, mas também de lembrar de todos os trabalhadores que estão doentes, incapacitados, e daqueles que estão desempregados, não somente pela crise pela qual passamos, mas também pela busca exagerada do lucro do capital.

Neste dia também devemos marcar como o dia em que a aprovação da proposta de Reforma Trabalhista põe em perigo a saúde de todas as pessoas que trabalham.

A Greve Geral que acontece hoje no Brasil marca a história da sociedade brasileira que não tolera mais o desrespeito aos seus direitos, à sua dignidade e à cidadania.

A proposta da Reforma da Previdência, em curso, demonstra a falta de sensibilidade, seriedade e respeito com que os governantes e legisladores têm tratado os direitos conquistados pela população. Nossa Constituição não pode ser desrespeitada! Esta luta é de toda a população brasileira.

É uma luta pela sustentabilidade humana e social das gerações futuras.

Em várias partes do mundo e principalmente no Brasil, nos últimos anos  vivendo com a crise econômica, social e politica, estamos presenciando um quadro extremamente perigoso, de perdas de direitos conquistados com muita luta, por todos os trabalhadores e trabalhadoras.

O mundo passa por momentos de muita fragilidade, insegurança e incertezas, convivendo com fenômenos de descriminação em massa, onde o racismo e atitudes xenófobas predominam em muitas das politicas pregadas pelos políticos em ascensão.

A perda da vida no trabalho e pelo trabalho já não é algo tão difícil de acontecer e de se ver, pois a busca pela sobrevivência tem feito com que muitos trabalhadores e trabalhadoras aceitem trabalhar em condições das mais precárias possíveis, visto que precisam garantir a sobrevivência de sua família.

Os casos de doenças relacionadas ao trabalho, agudas e crônicas, têm marcado a vida de muitos que, após  perder o seu emprego, não conseguem sobreviver com qualidade de vida e não conseguem um novo posto de trabalho. A exclusão social continua se alastrando. A pobreza vem crescendo!

A desesperança na busca de encontrar um emprego ou o medo de perder o emprego tem desviado a atenção e preocupação dos trabalhadores com a oferta de trabalhos em que as condições e os ambientes precários, que deveriam ser saudáveis, para o trabalho ser justo, digno e decente.

Neste dia 28 de abril, além de lutarmos por melhores sistemas de notificação dos acidentes e das doenças no trabalho, conforme preconiza a OIT, devemos lutar contra a imposição do trabalho precário, contra a desumanização do trabalho, contra escravidão moderna, pois isto  caracteriza não somente a injustiça, mas  constitui o maior desrespeito pelos direitos humanos de todos aqueles que vivem do trabalho.

Este 28 de abril de 2017 está marcado na história!  Os trabalhadores e trabalhadoras foram traídos pela classe politica, aliada ao capital e à politica neoliberal, que fez com que os direitos do trabalho, conquistados por tantas lutas, fossem flexibilizados e precarizados.

Devemos recordar que a perda destes direitos vai afetar a proteção da saúde e da segurança dos trabalhadores e trabalhadoras, trazendo assim um grande risco para a saúde de todos e todas.

Todos nós temos responsabilidades por mudar este país! Elas são muitas e grandes! Infelizmente não são todos que têm assumido esta responsabilidade e o compromisso ético com a sociedade.

A história está aí para registrar e cobrar, pois acreditamos sermos seres éticos e responsáveis. No futuro próximo, daremos conta das consequências benéficas ou maléficas de nossos atos, atitudes e comportamentos!

A aprovação das Reformas como estão sendo propostas, com certeza, trará consequências maléficas para a saúde e para a vida de todos e todas!

A ABRASTT recomenda que esta luta desencadeada neste dia 28 de abril deve ser estendida para o resto do ano, com o compromisso de unirmos nossas forças contra a precariedade, a desigualdade e as injustas condições de trabalho que continuam gerando acidentes e doenças do trabalho.

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