Pular para o conteúdo principal
Início

Análise, prevenção e aspectos associados.

Menu de conta de usuário

  • Entrar
Saiba mais
Cadastre-se
Fale conosco

Main menu

  • INÍCIO
  • NOTÍCIAS
  • ENCONTROS
  • FÓRUNS
  • BIBLIOTECA

Trilha de navegação

  • Início
  • Deu no Outra Saúde: Por que o trabalho está adoecendo os brasileiros?

Deu no Outra Saúde: Por que o trabalho está adoecendo os brasileiros?

Enviado por: ialmeida
em Sex, 24/07/2026 - 09:48

Deu no Outra Saúde
 

SAÚDE MENTAL

Por que o trabalho está adoecendo os brasileiros?

Mesmo com nova regulação, país tem grande dificuldade em apontar a responsabilidade das empresas pelo sofrimento mental de seus empregados. Para Maria Maeno, a negligência não será superada sem participação dos trabalhadores nas decisões e no controle dos casos

 

 

 

Os transtornos mentais já são a principal causa de afastamento do trabalho no Brasil, e a tendência é de agravamento. Burnout, depressão, síndrome do pânico e outros diagnósticos deixaram de ser exceção para se tornarem a rotina de milhões de brasileiros. O que ainda falta, segundo a médica e pesquisadora Maria Maeno, da Fundacentro e do Instituto Walter Leser, é o sistema oficial reconhecer que a culpa, na maioria dos casos, é das condições de trabalho.

“Quando falamos do grande aumento de afastamentos por transtornos mentais, a ínfima minoria é reconhecida como relacionada ao trabalho, menos de 10%”, afirma Maeno em entrevista ao programa do Outra Saúde no Farol Brasil (assista). Para a especialista, o abismo entre a realidade vivida pelos profissionais e os registros oficiais é resultado direto de um modelo econômico estruturalmente adoecedor.

As causas são conhecidas, como jornadas prolongadas, ritmo intenso, equipes reduzidas e um regime de metas que funciona como pressão permanente. “As pessoas têm entregas a fazer e, o tempo todo, sentem que estão devendo algo ou atrasadas em relação aos prazos”, descreve a pesquisadora. Esse ambiente abre espaço para o assédio moral, que assume formas variadas, desde pressões sutis até a violência explícita por parte de gestores e da hierarquia corporativa.

Mesmo em setores com altíssimos índices de adoecimento psíquico, como o bancário, o reconhecimento da relação entre o transtorno e o trabalho (o chamado nexo causal) raramente acontece.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt), que integra serviços de assistência, vigilância e promoção da saúde, foi criada em 2002, mas ainda não conseguiu preparar todos os profissionais para identificar o adoecimento ocupacional. 

“Existe uma grande subnotificação, mesmo nos atendimentos realizados no SUS”, afirma Maria Maeno. Já na Previdência Social, os médicos peritos federais operam sem diálogo com a área assistencial. “Nós, que trabalhamos na assistência, enfrentamos uma barreira quase intransponível para dialogar com os peritos federais”, relata a pesquisadora. O resultado é uma cultura institucional que sistematicamente nega benefícios e relega o trabalhador adoecido à invisibilidade.

Quando o nexo causal é reconhecido, o trabalhador garante estabilidade de um ano após o retorno, recolhimento do FGTS durante o afastamento e acesso ao auxílio-doença acidentário. Sem o reconhecimento oficial, ele perde todos esses direitos.

Leia mais e assista à entrevista

  • Efetue login ou registre-se para postar comentários

Visite nosso canal no Youtube
Fóruns

COVID-19

WebEncontros

Encontros
2025
Todos

 

Encontros
BIBLIOTECA
Destaques
Referências
PESQUISAS DO GRUPO
Pesquisas
Publicações
Em andamento
DECISÕES JUDICIAIS, PARECERES DE MINISTÉRIO PÚBLICO E TEMAS RELACIONADOS

Rodapé

  • Fale conosco
Licença Creative Commons      Projeto TCI Art      Sobre tema W3CSS
Desenvolvido com Drupal