A revista Radis, da ENSP, traz boa reportagem centrada no tema central da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. A entrevista com o Professor Luiz Carlos Fadel pode ser vista como um passo dentro da "caminhada/estratégia" que vem sendo chamada pelo entrevistado de "A 5ª que anda".
Que assim seja!
“Saúde dos trabalhadores como direito humano tem uma representação simbólica” (acesse o link para ver o orginal)
Luiz Carlos Fadel reflete sobre os legados da 5ª CNSTT para a saúde dos trabalhadores
Veja Aperitivo com chamada da entrevista e primeira pergunta seguida de novo link de acesso ao original.
Médico aposentado, sanitarista da Fiocruz, pesquisador do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e destacado militante do campo da saúde dos trabalhadores, Luiz Carlos Fadel de Vasconcellos discursou por cerca de 50 minutos na palestra magna da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT), em Brasília, no último dia 18/8, com o tema “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como direito humano”.
Radis esteve na 5ª CNSTT e conversou com Fadel sobre alguns dos pontos abordados em sua fala inaugural da Conferência, quando explicitou as razões pelas quais a saúde dos trabalhadores deve ser alçada à dimensão de direito humano. Dessa forma, os trabalhadores e as trabalhadoras teriam mais segurança no trabalho e garantias de direitos. Já os empregadores deveriam cumprir obrigações humanitárias, e não apenas trabalhistas, uma mudança que parece pequena, mas que pode salvar vidas.
Na entrevista, Fadel defende uma mudança na Constituição Federal para inclusão da saúde dos trabalhadores como direito humano e passa pelos três eixos da Conferência: fala sobre a importância de atualizar a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora para profissionais formais e informais, analisa os desafios impostos pelas novas modalidades de trabalho e explica o funcionamento — e o não funcionamento — das instâncias de participação popular na saúde dos trabalhadores.
Ele reforça ainda a importância da atuação da vigilância e de se promover uma união entre os movimentos sociais ligados aos direitos humanos e os sindicatos de trabalhadores rurais e urbanos: “Porque os movimentos identitários não discutem trabalho e os movimentos sindicais não discutem identidade. Essa junção, a criação de uma frente interseccional, seria também um legado da 5ª CNSTT”, afirmou à Radis.
Que legado o senhor espera da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora?
acesse aqui o original
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