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Engenheiro explica a possível causa da explosão em Palotina, no Paraná. Porém naturaliza o Risco.

Enviado por: William Alves
em Sex, 28/07/2023 - 11:25
O que devemos refletir? Falas do Professor Pará referente a esta entrevista. Nessa entrevista, há uma boa explicação sobre a inflamabilidade de poeiras em suspensão. O entrevistado insiste em naturalizar a existência do risco, defendendo a ideia de quase inevitabilidade do ocorrido. Na verdade, o conhecimento existente acerca do perigo e do risco justifica a defesa da adoção de estratégias de prevenção. Atualmente, fala-se em camadas de redundância, diversidade e outras medidas que, se falharem, podem resultar na destruição da planta industrial e em um "custo humano" tremendo. Neste caso específico, foram registradas 8 vítimas fatais. "A análise desse tipo de caso precisa descrever em detalhes o que existia de prevenção no sistema em questão, como foi concebido, instalado, operava e que tipo de manutenção recebia. Além disso, é importante investigar quais formações foram oferecidas aos operadores e se as barreiras de linguagem enfrentadas pelos trabalhadores haitianos foram adequadamente consideradas (se foram oferecidas formações adequadas). O site do Chemical Safety Board (CSB) nos Estados Unidos oferece muita informação e vídeos sobre acidentes similares (explosões causadas por poeira), assim como a literatura disponível. Os buscadores também fornecem fácil acesso a textos de relatos de casos e artigos de revisão com informações ricas e úteis sobre o assunto". fonte: https://www.youtube.com/watch?v=b6h7f8IUo5M

ialmeida

Sex, 28/07/2023 - 18:56

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Acabo de ver outra…

Acabo de ver outra entrevista em que especialista cita o fato da explosão em Palotina ter acontecido em momento de safra recorde de milho o que ajudaria a explicar a dimensão acima na série de explosões na empresa. Com a afirmação o especialista procurava também apresentar como "acidental" ou naturalizar o ocorrido. No entanto, essa afirmação mostra que a gestão de segurança estava desconsiderando um princípio de prevenção. Em 1970, William Haddon Jr propõs 10 estratégias de prevenção, dez tipos de barreiras contra acidentes . Nesse caso tratam-se de medidas quase todas clássicas de engenharia de segurança. As modernas políticas e práticas de gestão de segurança associam outras estratégias inspiradas em conhecimentos de engenharia de sistemas, engenharia de produção, ergonomia, ciências sociais, psicologia do trabalho, psicologia social e muitas outras. As estratégias de Haddon são: • Evitar a criação da ameaça; • Reduzir a energia ou nocividade formada; • Evitar a liberação da ameaça; • Modificar a taxa de liberação ou distribuição espacial da ameaça; • Separar - no tempo e no espaço - a ameaça das estruturas suscetíveis, vivas ou inanimadas; • Separar - interpondo barreira física - a ameaça e o trabalhador; • Modificar qualidades básicas da ameaça (superfícies, partes etc.) que podem contatar expostos visando dissipar energia na área; • Aumentar a resistência do trabalhador às lesões; • Iniciar combate aos danos limitando sua continuidade e extensão; • Estabilizar, tratar e reabilitar trabalhadores. Chamo a atenção para o fato da fala do especialista desconsiderar os dois primeiros tipos de barreiras. Ou seja, ao escolher construir silos que armazenam de forma interligada quantidades tão elevadas de produto explosivo a gestão da empresa optou por assumir esse risco. Por adotar estratégias de prevenção que implicavam em conviver com o pior cenário de ameaça. Notem que a série de barreiras de Haddon permite ou estimula a adoção de camadas de barreiras em profundidade. Outro aspecto que merece comentário é a fala do especialista sobre o histórico de bons desempenhos de segurança da cooperativa. A fala parece sugerir que esse histórico de bom desempenho, de sucessos (não acidentes) no passado pudesse ser entendido como garantia de sucesso no futuro. Essa é uma ideia bastante criticada por estudiosos de organizações ditas de alta confiabilidade. Para o entrevistado surge então a hipótese de que "a causa" do acidente pudesse ser atribuída a falhas humanas, novamente apontando para a culpabilização das vítimas. Não conseguirão paz nem depois de mortas! As análises de acidentes apoiadas em ferramentas conceituais, em conhecimentos desenvolvidos a partir de estudos de grandes desastres ocorridos nos últimos 40 anos, de Three Mile Island, EUA, a Mariana e Brumadinho, em MG, Brasil, passando por Bhopal, Challenger, Chernobyl, Fukushima, entre outros, mostram que as explicações individualizantes são reducionistas e equivocadas. E, pior ainda, que sua difusão inibe a possibilidade de aprendizagem das organizações sobre os mecanismos, os caminhos que levam aos desastres desse tipo. Enfim, a análise dessa série de explosões exige investimento cooperativo, com espaços de fala abertos sobre as práticas de gestão de produção, as escolhas adotadas para a gestão de segurança nesse contexto de supersafra. Quais as variabilidades que o sistema passou a lidar? como era que histórica e habitualmente lidava com essas novas ocorrências, com as mudanças que passavam a ser introduzidas num sistema que já era extremamente perigoso. Para isso as equipes de investigação vão precisar de ambiente de colaboração, de espaços de debate democráticos, com ampla participação dos trabalhadores. Tomara que seja possível,
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