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  • “Por que o trabalho na cana tem moído gente e espalhado bagaços?”

“Por que o trabalho na cana tem moído gente e espalhado bagaços?”

Enviado por: ialmeida
em Sex, 28/07/2023 - 10:04
Pescado em texto (aguardem) do professor René Mendes Sabrina Ângela França da Silva Cruz produziu tese de doutorado chamada "Migrantes temporários da cana de Alagoas: homens de vida amarga no doce rio de açúcar e álcool (Silva Cruz, 2017), Em 2020, ela publicou artigo resultante da tese intitulado: “Por que o trabalho na cana tem moído gente e espalhado bagaços?” (https://www.scielo.br/j/rk/a/HxYTc8ZHwbDWRMZ7w6KsbrG/) O professor René resumiu a resposta da autora; “No setor sucroalcooleiro brasileiro, percebe-se que o adoecimento e as mortes nos canaviais possuem estreita relação com as práticas flexíveis de trabalho, via terceirização da mão de obra e salário por produção. Na verdade, os trabalhadores desse setor, na sua maioria, são migrantes que se auto exploram, já que o salário por produção atua sobre eles como requisito tanto para remuneração como para que se mantenham no trabalho. A concorrência entre os próprios trabalhadores para atingir a média diária de cana cortada – 10 a 12 toneladas – tem desgastado a vida de homens e mulheres e os colocado em situações de adoecimento e morte prematura. As condições de precarização do trabalho no setor canavieiro, portanto, aliam-se diretamente à degradação da saúde do trabalhador. O que evidencia que não apenas estamos diante da precarização do trabalho, no sentido da precarização da força de trabalho enquanto mercadoria, mas também a própria precarização do homem que trabalha, no sentido de corrosão do ser humano como ser genérico. Além do que, as diversas formas de trabalho precário e o uso de mecanismos de recrutamento da força de trabalho como a terceirização, por meio de gatos, atuam para a própria expansão e acumulação do capital na agroindústria canavieira.” Para download do texto completo da tese acessem "http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15905"
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