Pular para o conteúdo principal
Início

Análise, prevenção e aspectos associados.

Menu de conta de usuário

  • Entrar
Saiba mais
Cadastre-se
Fale conosco

Main menu

  • INÍCIO
  • NOTÍCIAS
  • ENCONTROS
  • FÓRUNS
  • BIBLIOTECA

Trilha de navegação

  • Início
  • 1. Sônia Fleury: um caminho para superar o bolsonarismo 2. Transição na Saúde e 3. Ainda a pandemia

1. Sônia Fleury: um caminho para superar o bolsonarismo 2. Transição na Saúde e 3. Ainda a pandemia

Enviado por: ialmeida
em Qui, 10/11/2022 - 10:47

O futuro do SUS no governo Lula Alkmin é incerto. Embora a aliança vitoriosa nas eleições não inclua os negacionistas não é homogênea. Inclui interesses privatistas e defensores de um SUS público, de qualidade, com financiamento que responda às múltiplas necessidades e desafios de saúde da população.
Reproduzo aqui postagens que na minha opinião trazem boas reflexões sobre os desafios atuais. Espero que vocês, leitores, enviem outras sugestões e que o tema possa ser debatido com na profundidade e com a seriedade que os novos tempos exigem

Sônia Fleury: um caminho para superar o bolsonarismo

Em entrevista ao Cebes, cientista política analisa a ascensão da ultradireita contemporânea – e seu curioso alinhamento com o neoliberalismo. Para superá-los, será preciso enfrentar a lógica do ultraindividualismo, construindo espaços de formação política e vida comunitária

 

A vitória de Lula foi o primeiro passo para o início da recuperação das políticas públicas e sociais que podem resgatar o Brasil do fundo do poço para o qual Bolsonaro o estava encaminhando. O trabalho será árduo e espinhoso, mas incontornável e possivelmente muito instigante. É o que ficou claro na entrevista que Sônia Fleury, cientista política e figura central na Reforma Sanitária, deu ao Cebes Debate na última segunda-feira.

Sônia começa sua fala analisando o voto em Lula e em Bolsonaro, nas eleições de 2022. Há recortes muito claros, que foram captados pelas pesquisas: de gênero, em que mulheres majoritariamente escolheram Lula; de raça, em que brancos votaram em peso em Bolsonaro; de classe, que fez com que aqueles que ganham até dois salários mínimos rejeitassem o governo atual; regional, que demarcou o Nordeste como garantidor da vitória de Lula. Mas há outros segmentos que devem ser melhor analisados para entender as complexidades da realidade brasileira, como o de pessoas que ganham entre 2 e 5 salários mínimos. Há de se considerar também a influência das igrejas evangélicas que carregaram votos para o projeto de destruição de Bolsonaro – inclusive de mulheres negras.

Agora derrotado, o projeto do atual governo ainda encontra ecos na população. Sônia frisa que é a primeira vez que a ultradireita consegue chegar ao poder por meios democráticos – e sua reeleição não aconteceu por pouco. Outra característica desse neofacismo brasileiro é sua capacidade de levar pessoas às ruas, além de ser muito forte nas redes sociais. Esse fenômeno precisa ser avaliado com calma, para que possamos pensar nas táticas e estratégias que devemos seguir daqui em diante. 

Para analisar e combater o avanço da ultradireita, é preciso olhar para sua aliança de ocasião com o neoliberalismo, que foi essencial para abrir espaço para erguê-la. A princípio, reflete Sônia, parecem pensamentos em sentidos opostos: o liberalismo quer que os desejos das pessoas sejam capturados pelo poder econômico, para transformarem-se em consumo; já a ultradireita reacionária busca uma coação dos desejos e controle da população. Mas eles se encontram em um ponto crucial: o de rejeição ao Estado que promove justiça social e diminuição da desigualdade. Nesse casamento do neoliberalismo com a ultradireita, o Estado deve servir apenas como poder coercitivo e produtor de uma economia financeirizada – a liberdade do todos contra todos.

Também entra na conta do neoliberalismo econômico, que recrudesceu a partir da crise de 2008 com as políticas de “austeridade” mundo afora, o desencanto com a economia e a descrença na democracia e nas instituições. O aumento da desigualdade, cada vez mais brutal, a precarização do trabalho e a falta de perspectivas abriram uma brecha para o neofascismo eclodir. Com um componente essencial: a internet centrada nas redes sociais, que passam uma falsa sensação de promotoras de debate público, quando são, na verdade, ultracentralizadas e massificantes.

O SUS pode estar no cerne dessa reconstrução de uma sociedade que não seja formada por consumidores, mas por comunidades de cidadãos. Porque seu projeto é radicalmente contrário à lógica neoliberal da liberdade individual. Para Sônia, “O SUS é a política que vai mais fundo na sociedade brasileira para construir uma materialidade para a igualdade, e isso é incompatível com esses valores”. Mas, para que ele possa fazer essa transformação, é preciso que seja financiado adequadamente e alcance de forma justa todos os brasileiros. Oferecer, via SUS, qualidade e um atendimento acolhedor, pode plantar uma semente da transformação da cultura política tão necessária.

Mas há outras sementes que também já começam a brotar. Para Sônia, a eleição de figuras importantes de movimentos sociais, como do MST, dos povos indígenas e do movimento negro, pode representar uma mudança significativa no Congresso Nacional formado por homens brancos. O movimento dos sujeitos periféricos, para ela, tem enorme importância e capacidade de transformação. Mesmo com o avanço do bolsonarismo, o feminismo e o movimento negro nunca estiveram tão fortes como hoje. Sônia finaliza, ao pensar nas possibilidades de criação de espaços coletivos para a transformação da sociedade: “Queremos mais amor e mais capacidade de nos alegrarmos, estarmos juntos. Criar o Comum como semente de enfrentamento da apropriação privada do capitalismo”.

 
 
 

PÍLULAS

• Governo Lula monta equipe de transição da Saúde e começa a definir estratégias • Covid: subvariante avança e pode representar uma nova onda • PGR tenta livrar Bolsonaro de crimes da pandemia • Pequenos agricultores na COP-27 •

 

Começou a transição na Saúde

Uma equipe de nomes com reconhecida trajetória na gestão da saúde pública será responsável pela transição no setor e já está em Brasília. Os ex-ministros Alexandre Padilha e José Gomes Temporão são dois dos principais destaques. Empolgado, Padilha já afirmou em suas redes sociais que “a melhora dos índices de cobertura vacinal de todas as doenças é prioridade do próximo governo. O Zé Gotinha vai voltar”, postou em seu twitter. Nesse sentido, Lula já adiantou que 2023 começará com uma ampla campanha de vacinação, o que se mostra urgente diante do desmonte do Plano Nacional de Imunizações e da impressionante queda na taxa de vacinação no Brasil, que despencou de uma cobertura 95% para cerca de 65% desde 2016. Contornar o recente negacionismo científico será uma das tarefas da futura equipe do Ministério da Saúde.

Definição de estratégias

Além dos citados ministros, Arthur Chioro e o senador Humberto Costa são outros destaques da equipe de transição, que teve o desfalque de David Uip, secretário de saúde de São Paulo no momento do lançamento da CoronaVac pelo Instituto Butantan. Recém-desligado do PSDB e decepcionado com o que chamou de “bolsonarização do partido”, conforme informado na coluna de Monica Bergamo, Uip alegou que irá se dedicar a questões pessoais e familiares. Em seu twitter, Alexandre Padilha também informou que a Organização Pan-Americana de Saúde oferecerá apoio técnico e financeiro para o grupo de trabalho de transição. Vale destacar que a peça orçamentária enviada por Bolsonaro prevê redução de R$ 22 bilhões do orçamento da pasta. Matéria do Globo destaca que a equipe fará um pente fino em todas as medidas administrativas da pasta no atual governo, analisará a redução de medicamentos para pacientes de HIV e revogará o protocolo que permite a prescrição de cloroquina para tratamento de covid.

Covid: Avança a nova subvariante da ômicron

Uma mulher de 72 anos que estava internada com a nova variante ômicron, a BQ.1, teve óbito confirmado na manhã desta terça, na capital paulista. A secretaria de Saúde informou que ela tinha comorbidades, mas não revelou quais. À Folha de S. Paulo, Alberto Chebabo, presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), afirma que “a nova subvariante consegue fugir dos anticorpos, tanto produzidos por quem se vacinou quanto pela infecção natural, o que aumenta a capacidade dela de causar infecção”, e reforça a necessidade de as pessoas se vacinarem, inclusive quem já tem o esquema de duas doses completo. A nova subvariante é combinação de outras variantes da ômicron já disseminadas e chega ao Brasil após uma grande alta de casos na Europa e nos EUA. A OMS ainda não a considera mais grave do que as outras mutações do coronavírus.

Nova onda?

Segundo pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes, devemos contar com a possibilidade de nova onda de covid baseada na variante ômicron, tal como no final de 2021. “A gente sabe que a imunidade natural é temporária, os dados indicam que a gente se infecta e não fica imune para sempre, com o passar do tempo voltamos a ficar suscetíveis. O vírus continua presente, temos essa dinâmica de perda de memória imunológica, é natural”, disse ao programa Central do Brasil, parceria do jornalBrasil de Fato com a TVT. Além disso, a campanha de vacinação infantil patina. Alguns estados já suspenderam a imunização de crianças de 6 meses a 4 anos com comorbidades e o ministério não informa quando chegarão novas doses. “Não conheço nenhuma iniciativa governamental para comprar vacinas atualizadas contra a covid”, afirmou àBBC Brasil o médico José Cássio de Moraes, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e referência em campanhas de imunização

  • Efetue login ou registre-se para postar comentários

Visite nosso canal no Youtube
Fóruns

COVID-19

WebEncontros

Encontros
2025
Todos

 

Encontros
BIBLIOTECA
Destaques
Referências
PESQUISAS DO GRUPO
Pesquisas
Publicações
Em andamento
DECISÕES JUDICIAIS, PARECERES DE MINISTÉRIO PÚBLICO E TEMAS RELACIONADOS

Rodapé

  • Fale conosco
Licença Creative Commons      Projeto TCI Art      Sobre tema W3CSS
Desenvolvido com Drupal