Oi Pessoal
Nós do Fórum AT vamos entrevistar DIEGO DE OLIVEIRA SOUZA, professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), enfermagem do Campus Arapiraca e do PPG Serviço Social de Maceió. Ele é autor da tese, que resultou em livro de mesmo nome, intitulada
SAÚDE DOS TRABALHADORES: análise ontológica da "questão" e do "campo"
A conversa está prevista para a quinta-feira, dia 29 de setembro, com início previsto para 15 horas. A transmissão no Canal youtube será via link https://www.youtube.com/watch?v=pMXjmRs3H2U
O Paulo Lira, do Cerest de Pernambuco, vai ajudar na conversa. Estão confirmadas as participações dos convidados Luiz Carlos Fadel e a Ana Inês.SC de Melo.
Vejam abaixo dois aperitivos do tema como estímulo à reflexão e debate sobre o tema.
O primeiro é o artigo "Saúde do(s) trabalhador( es): do 'campo' à 'questão' ou do sujeito sanitário ao sujeito revolucionário" inspirado no estudo e que é de autoria de Diego, Ana Inês e Fadel. (pdf aqui)
O segundo é o resumo da tese de Doutorado em Política Social e Trabalho - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016 que teve como orientadora a professora Ana Inês Simões Cardoso de Melo e o Luiz Carlos Fadel de Vasconcellos como co-orientador.
Os dois professores terão participação especial na conversa como Diego.
RESUMO DA TESE: (os destaques são nossos)
Nesta tese foi realizada uma análise ontológica da relação entre a "questão da saúde dos trabalhadores" (ou simplesmente "questão") e o "campo da saúde do trabalhador" (ou simplesmente "campo"). Foi desenvolvido um estudo teórico fundamentado nas categorias ontometodológicas propostas por Karl Marx e György Lukács. A partir da revisão de bibliografia e de documentos que tratam das relações entre trabalho e saúde, sobretudo no Brasil, foram extraídas as informações pertinentes à (re)formulação de uma teoria, à luz da perspectiva ontológica marxiana/ lukacsiana, capaz de demonstrar a relação entre "questão" e "campo", nas suas múltiplas determinações. Foi constatado que a "questão" tem sua "estrutura originária" consignada ao antagonismo entre capital e trabalho, reproduzindo, em seu interior, a natureza "contraditória" deste último. Dessa maneira, o caráter destrutivo do capital se expressa, também, na degradação da saúde daqueles que o produzem. A partir do momento em que os trabalhadores enfrentam a "questão", é constituído um novo padrão de investigação e intervenção sobre esta, no qual os próprios trabalhadores são os protagonistas do processo. Assim, a "questão", na sua dinamicidade, demanda o surgimento do "campo", que vem à tona com uma proposta contra-hegemônica em relação aos tradicionais campos da Medicina do Trabalho e da Saúde Ocupacional. Apesar disso, o "campo" integra o sociometabolismo do capital, tendo sua construção consignada ao mesmo. Isto põe uma série de limitações à apreensão científica integral da "questão", bem como às intervenções forjadas no âmbito político-institucional, em especial, através das políticas sociais. A conclusão que tais abstrações analíticas proporcionam é que se faz urgente uma ruptura científica, política, enfim, uma ruptura em geral, com as arenas que o "campo" frequenta, no seu processo de legitimação. Só dessa forma os que compõem o "campo", assim como os que estão fora dele, mas que se acham envolvidos com a "questão", poderão enfrentá-la na sua "essência", contribuindo para o enfrentamento do capital.
O texto completo da tese está disponível no Blog Multiplicadores de Visat. Baixe aqui.
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89 Encontro do Fórum AT - conversa com o professor Diego de Oliveira Souza
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