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3 em 1 do Outra Saúde: desigualdade, varíola dos macacos e infertilidade por pesticidas

Enviado por: ialmeida
em Qui, 28/07/2022 - 18:08

Deu no Outra Saúde - 3 em 1. 

A doença global da desigualdade, segundo Jeffrey Sachs

Em seminário do CRIS-Fiocruz, um dos grandes economistas contemporâneos expõe sua visão sobre as quatro grandes crises sanitárias do planeta. Todas têm, na origem, a concentração de riquezas e um sistema de produção que se tornou desfuncional.

A pandemia de covid-19 e suas consequências sociais e econômicas criou empecilhos para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) – 17 metas globais, estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas, para serem alcançadas até 2030. Mas seu cumprimento já estava longe de ser o foco central das nações, especialmente no Norte Global. A crise sanitária tampouco parece ter servido, até agora, como alerta para líderes de países ricos. Essa foi a crítica feita pelo economista norte-americano Jeffrey Sachs no Seminário Avançado do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), que aconteceu ontem, 27/7.

Em uma fala contundente, Sachs resume as quatro crises de saúde que o mundo enfrenta hoje. A primeira é a pandemia em si, que matou, segundo análises de números de óbitos excessivos, quase 15 milhões de pessoas entre 2020 e 2021. Essa já é, para o economista, uma prova cabal de que os governantes falharam com a população no que é mais básico: garantir a vida. Mas há outras crises que não foram causadas pelo coronavírus.

A segunda crise mundial que afeta a saúde das populações é a iminente catástrofe climática. A velocidade com que eventos extremos acontecem aumenta – os registros mais recentes são os de ondas de calor intenso na Ásia e Europa. Seres humanos estão morrendo por poluição, queimadas, alagamentos. A fome se alastra por perdas de safra causadas pelo clima. Esta é outra prova da falência da cooperação mundial para solucionar problemas urgentes. Mas há outra crise ainda mais trágica: a guerra – a falência total da política, nas palavras de Sachs.

O conflito evitável na Ucrânia não é grave apenas porque prejudica a produção de alimentos, energia e fertilizantes, mas porque se trata puramente de demonstração de poder tola de duas potências. O mundo está gastando uma quantidade absurda de recursos e tempo enquanto deveria se focar em resolver problemas reais, critica o economista. Ele então expõe a última e pior crise de saúde que o mundo atravessa: a da desigualdade. Esta é a principal causadora de mortes hoje, analisa Sachs. Ele faz uma conta simples: se a estimativa de vida na Europa é de mais de 80 anos enquanto na África é de cerca de 60 anos, as pessoas estão morrendo puramente por pobreza.

É uma vergonha, diz o economista, que os países ricos não estejam ajudando a financiar sistemas de saúde mundo afora, enquanto os pobres morrem por desnutrição e assistência médica. Se houvesse compromisso real com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, deveria haver cooperação global tanto para que sistemas de saúde estivessem sendo estruturados quanto para a produção local de insumos e medicamentos em todos os continentes. A saúde é, inclusive, um direito humano estabelecido pela ONU – que também está sendo ignorado.

Sachs faz uma crítica áspera em especial aos Estados Unidos e sua filosofia da desigualdade. Ele lamenta que, mesmo após terem superado o pior presidente de sua história, Donald Trump, a situação tenha melhorado muito pouco com Joe Biden. Se os EUA estivessem preocupados com a saúde global, durante a pandemia, teriam ajudado a financiar sistemas de saúde em países pobres – não criado maneiras de impedir os cidadãos desses países de entrar em seu território. Ele defende uma investigação mais aberta em relação à possibilidade de que o novo coronavírus tenha sido criado em laboratórios norte-americanos, e insiste que o governo de seu país não coopera para que essa hipótese seja analisada.

A guerra na Ucrânia provou que o motivo para estarmos tão longe de alcançar os ODSs é falta de cooperação, não de recursos. Eles precisam ser empregados em medidas para acabar com a pobreza, aumentar a expectativa de vida em países pobres, controlar a pandemia e fazer a transição energética – é simples de perceber, pontua Sachs. Basta compreender o básico: que a vida é o bem mais importante a ser preservado. A saúde pode ser a saída para as crises que o mundo enfrenta hoje.

Apoie a Conferência Livre, Democrática e
Popular de
 Saúde 

Em 5 de agosto acontece a etapa final da Conferência Livre de Saúde que é organizada por movimentos da saúde ligados à Frente pela Vida. É um momento crucial para debater o futuro do país. O evento não é financiado por empresas ou partidos políticos, mas precisa de recursos. Você pode fazer parte de sua construção. 
Ajude a financiar. 

O erro que leva a varíola dos macacos a se espalhar pelo Brasil 

No domingo passado, 24/7, a OMS declarou emergência sanitária global diante do surto de varíola dos macacos, que já infectou mais de 16 mil pessoas em todo o mundo. Rosamund Lewis, líder técnica para a doença na OMS, disse em entrevista coletiva que “a situação do Brasil é preocupante” e reforçou a necessidade de acesso a testes. O país já tem 813 casos confirmados, a maioria no estado de São Paulo – mas parece haver subnotificação. Faltam testes. Em entrevista à Folha, Nésio Fernandes, presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), criticou o “silêncio epidemiológico” em relação à varíola dos macacos no Brasil. Ele nota que o ministério da Saúde está cometendo os mesmos erros do início da pandemia de covid, ao não ampliar a testagem, orientar sobre o isolamento de casos e correr atrás de vacinas. “Sem coordenação nacional, a aquisição de insumos, medicamentos e tecnologias também fica muito mais difícil”, critica, em uma fala capaz de causar um déjà vu sinistro.

 

Pesticidas norte-americanos que geraram esterilidade

Milhares de ex-trabalhadores de plantações de banana dizem que ficaram estéreis devido a um pesticida usado por empresas estadunidenses em plantações na América Latina na década de 1970. O uso do agrotóxico dibromocloropropano ou DBCP já era proibido em solo norte-americano devido aos seus riscos para a saúde, mas foi amplamente utilizado por empresas agrícolas como a United Fruit.

ialmeida

Qui, 28/07/2022 - 18:24

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A propósito dos pesticidas…

A propósito dos pesticidas
Os agricultores que dizem ter ficado estéreis por exposição a pesticidas. Acesse em 

https://www.bbc.com/portuguese/geral-62250189?fbclid=IwAR1YscfYrNdOglGr2qWnzjACE5tHEwwJljNpXfbbWvtdiQN4ILExB5fKL2c

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