Fórum AT compartilha notícia sobre o lançamento do livro, fruto da tese de doutorado de Laís Di Bella Castro Rabelo, acerca da terceirização do setor elétrico, que está à venda pela editora CRV:
https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/36872-morrer-ou-ficar-aleijado-bro-destino-do-eletricitario-terceirizado
Para as/os que estejam em Belo Horizonte o lançamento presencial é imperdível. Será no dia 30 de abril, no Café com Letras às 11h (anexo).
Sinopse:
A partir da trajetória de vida de seis eletricistas terceirizados que sofreram acidente de trabalho com choques de alta voltagem, causadores de queimaduras severas com consequente necrose e mutilação de membros de seus corpos, a autora cria um conto literário que nos aproxima da compreensão acerca dos impactos da terceirização no setor elétrico. A descrição-reflexiva sobre o percurso investigativo explicita o engajamento político da pesquisadora contra a precarização do trabalho e aponta para a impossibilidade de reivindicação de um trabalho mais digno, ainda que não terceirizado, no contexto de comercialização da energia, a qual, acredita-se, deveria ser um direito social.
Trecho do prefácio:
“Este livro, uma vez lido, irá se voltar para você, [...] e, sem dúvida, lhe perguntará: o que você pensa de si mesmo e do mundo quando um semelhante seu, um ser humano, terceirizado do setor elétrico de Minas Gerais, com membros do corpo amputados por choques elétricos, devido a práticas gerenciais que o expuseram indignamente, concentrando todas as marcas da injustiça social, tenta continuar a (sobre)viver? [...] Esse retorno ao leitor e à leitora, essa convocação, de fato, deveria ocorrer em todas as investigações nos campos das ciências humanas e sociais, mesmo que com menos intensidade porque, em geral, as pesquisas não enfocam situações tão trágicas como as formas de acidente de trabalho presentes neste livro. Neste sentido, esta "reinvenção" do trabalho doutoral – origem deste livro –, estes "riscos" assumidos com a comunidade acadêmica, nomeadamente pelo uso da primeira pessoa e da inclusão de um conto literário, não devem, no entanto, ser interpretados como uma transgressão das regras do gênero científico. Este livro, ao contrário, por levar o pensamento ao limite, nos relembra as condições necessárias a toda pesquisa sobre a atividade humana, em um contexto sempre histórico e socialmente situado”. Yves Schwartz
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