Deu no Outra Saúde (clique no link para acessar a postagem original citada)
A covid longa e os limites da medicina
Em artigo de opinião para o New York Times, a antropóloga médica e professora assistente na Universidade de Michigan, Abigail A. Dumes, reflete sobre a semelhança das sequelas deixadas pelo coronavírus com “doenças contestadas”, cujo os marcadores são descritos como “medicamente inexplicáveis”, como a doença de Lyme crônica ou a encefalomielite miálgica – esta última mais conhecida como “síndrome da fadiga profunda”. Na medicina convencional, essa distinção é muito clara: sintomas, como cansaço e fadiga, são tidos como marcadores subjetivos; enquanto sinais como febre e artrite, são considerados marcadores objetivos. Segundo Dumes, os pacientes com essas doenças marginalizadas podem se sentir invisíveis. Elas descortinam a medicina: como ela entende o corpo humano, o que conta como evidência e como a medicina se baseia nessa evidência para produzir verdades médicas. No caso da covid longa, felizmente, ela foi reconhecida muito mais rapidamente, com amplos investimentos para tratamento e em como decifrá-la. Abigail espera que isso colabore para jogar luz para outras doenças negligenciadas, que não causam mais mortalidade, mas sofrimento e dor em quem a sofre.
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