Leitura recomendada.
tema da maior importância abordado em atigo publicado pela revista NEW SOLUTIONS: A journal of environmental and occupational Health Policy
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Recebemos também tradução de autoria não informada (e não revisada por nós) destacada abaixo:
OMS sabia. Como a Organização Mundial da Saúde (OMS) se tornou uma intrusa perigosa em Saúde e Segurança do Trabalho e COVID-19
Resumo
As diretrizes de saúde e segurança no local de trabalho da Organização Mundial de Saúde (OMS) no COVID-19 são inaceitavelmente complacentes em algumas partes, patentemente perigosas em outras e contêm lacunas graves. Omissões não incluem menção ao papel essencial da fiscalização do trabalho, e a falta de reconhecimento de potenciais interações com outros perigos no local de trabalho. A OMS também omitiu a discussão sobre a necessidade de proteções mais amplas no emprego para tornar a segurança e o comportamento seguro uma perspectiva realista. Os riscos potenciais no trabalho ao ar livre e a necessidade de abordar o impacto da segregação de empregos relacionados às desigualdades nos resultados de saúde também estão ausentes. O conselho da OMS influencia a prática nacional, a orientação oficial e as regras vinculativas. A Confederação Sindical Internacional avaliou as falhas nos argumentos da OMS e preparou uma crítica para que sejam compreendidas e possam ser contestadas.
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Em tempos de pandemia e diante da pletora de documentos com recomendações e atualizações a leitura do texto ganha importância crescente. Compreender a crítica apresentada no texto ajuda o leitor a buscar e a construir chaves de leituras para a comparação das diferenças identificadas nas recomendações publicadas e também a incentivar a busca de processos democráticos de elaboração e atualizações desse tipo de documentos.
É Importante apontar o fato de que colegas de especialidades que não são do campo da ST com muita frequência aceitam acriticamente recomendações que desconsideram o papel do trabalho nas situações estudadas. A voz de trabalhadores e de pesquisadores do campo da ST é "esquecida" ou deliberadamente excluída de processos de produção de conhecimento. Com óbvios prejuízos para os trabalhadores, mas também para essa forma de fazer "ciência".
A construção desses documentos é processo social fortemente infuenciado por múltiplos e diferentes interesses. Ajudar a explicitar os caminhos assumidos nas escolhas adotadas nessas recomendações é vital em momentos como esses.
Ildeberto M Almeida (Paraíba)
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