DEU NO OUTRA SAÚDE
A pesquisa também mostrou que os maiores problemas das moradias continuam sendo a falta de saneamento básico e de destinação adequada para o lixo. Há 72,4 milhões de brasileiros sem rede de esgoto.
Dialogando com a matéria sobre isso – e com as discussões sobre a MP 869, que força a privatização da área –, o Estadão traz um artigo do advogado Rubens Naves. Ele fala da Inglaterra, primeiro país a privatizar todo o setor de saneamento básico: "O cenário atual do que os ingleses chamam de ‘indústria da água’ exibe amplo e contínuo descumprimento de metas de aumento de eficiência e redução de desperdício, trajetória ambiental insustentável, enormes lucros para altos executivos e grandes acionistas e tarifas pagas pelo cidadão comum reajustadas cerca de 40% acima da inflação em relação aos preços cobrados desde a privatização". O resultado é que a maioria dos ingleses quer a reestatização dos serviços. Naves menciona ainda o site remunicipalisation.org, com casos de municípios do mundo todo que, depois de privatizar esses serviços, voltaram a estatizá-los. As duas constatações de Naves são as seguintes: o Brasil precisa ver como prioridade a expansão do saneamento, mas evitando reproduzir modelos que já se mostraram falidos no resto do globo. Como modelo de sucesso, ele cita do da Sabesp, empresa de economia mista de SP.
PB
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