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Agrotóxicos e autismo: relação demonstrada?

Enviado por: ialmeida
em Seg, 25/03/2019 - 11:50

Postagem discute tema da maior importância.

As abordagens científicas atuais não costumam "bater martelos" em decisões sobre questões polêmicas com bases em estudos isolados. O Editorial da revista que publicou o artigo destaca a importância do estudo.

Acessando link (são muitos) da publicação original no post e ou do editorial é poss´viel ver que já existem respostas que questionam a conclusão apontada no título e isso não é surpresa nenhuma. No pior dos mundos podem não passar de contraargumentação de pessoas ligadas às empresas fabricantes de venenos agricolas. No melhor, representam ponderações de pesquisadores sérios que identificam limites do estudo que podem não ter sido destacados por seus autores e dão pistas para o aprimoramento do desenho de estudos que pretendam explorar temas tão difíceis como esses. Entre esses dois extremos cabem muitas opiniões diferentes.

Muito importante que o tema tenha recebido tratamento com a seriedade do estudo em questão e sido acolhido pelo BMJ. Isso não é pouco.

Colegas que tiverem mais notícias sobre o tema, favor compartilhar.

PB

Agrotóxicos e autismo: relação demonstrada

Maior pesquisa já feita sobre a exposição a venenos agrícolas, durante a gravidez, conclui que ela aumenta risco de desenvolver transtorno. Dados parecem devastadores

A reportagem é de Raquel Torres, publicada por Outra Saúde, 21-03-2019.

Durante a gravidez e na primeira infância, a exposição a alguns dos agrotóxicos mais usados no mundo está ligada a um maior risco de as crianças desenvolverem o Transtorno do Espectro Autista. Essa é a conclusão de um dos maiores estudos já realizados sobre esses efeitos, e o artigo foi publicado ontem no British Medical Journal.

Ligados à Universidade da Califórnia e com recursos do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental dos EUA, os pesquisadores examinaram registros de mais de 38 mil pessoas nascidas entre 1998 e 2010 em uma região do estado marcada por grande atividade agrícola; 2.961 delas haviam sido diagnosticadas com o transtorno, sendo 445 também com diagnóstico de deficiência intelectual.

Os dados desses pacientes foram cruzados com informações sobre a pulverização perto das casas das mães. Foram escolhidos 11 dos agrotóxicos mais comuns, por já terem sido relacionados em pesquisas anteriores a interferências no neurodesenvolvimento. Entre eles, o famoso glifosato e o malation, inseticida que aqui no Brasil também é usado para controle do Aedes Aegypti em áreas urbanas.

A partir daí, os pesquisadores investigaram os efeitos da exposição a esses produtos na fase pré-natal (no útero) e durante o primeiro ano de vida. Quando as gestantes viviam a menos de dois quilômetros de uma área com alto índice de pulverização desses produtos, seus filhos tiveram entre 10% e 16% mais chances de ser diagnosticados com o transtorno. Para diagnósticos de autismo que vinham acompanhados por deficiências intelectuais, o resultado foi ainda mais impressionante: as taxas foram em média 30% mais altas entre as crianças que foram expostas aos químicos no útero. Já crianças expostas a esses mesmos agrotóxicos durante o primeiro ano de vida tiveram até 50% mais diagnósticos de autismo (houve ajustes para não somar este risco ao da exposição durante a gravidez).

O editorial do BMJ explica por que essa pesquisa é tão importante, apesar de já haver outras anteriores relacionando agrotóxicos e autismo. Primeiro porque o estudo também examinou a deficiência intelectual, gerando informações sobre como os pesticidas se relacionam com a gravidade do transtorno. Segundo, porque os autores examinaram os efeitos de vários agrotóxicos em conjunto – o que é justamente uma recomendação da OMS para conseguir proteger melhor a saúde humana, já que no ambiente eles não estão isolados.

Uma limitação é que a pesquisa não tratou de todos os tipos de transtorno, apenas os diagnosticados pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais versão IV-R.13. Ficaram de fora alguns, como a Síndrome de Asperger. Agora, é preciso replicar as descobertas em outras regiões do mundo.

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