Deu no Outra Saúde
BRUMADINHO
Os engenheiros que haviam sido presos provisoriamente, por suspeita de responsabilidade no rompimento da barragem em Brumadinho, foram liberados ontem e devem sair da prisão hoje. O El País conta que inspeções realizadas em agosto do ano passado apontaram problemas na drenagem e erosão na barragem que rompeu, e faziam recomendações, como a aquisição de um novo radar para monitorar deslocamentos e de mais medidores de pressão da água. Ainda assim, os engenheiros que realizaram a auditoria não consideraram esses problemas graves o suficiente para comprometer a estrutura, e atestaram a segurança da barragem.
Ontem a Fiocruz lançou um estudo alertando para a possibilidade de surtos de dengue, febre amarela e esquistossomose após o rompimento da barragem da Vale. Tudo por conta das alterações no meio ambiente causadas pelos rejeitos, que mudam a fauna, a flora e a qualidade da água. As coisas pioram porque em grande parte do município de Brumadinho não há sistemas de coleta e tratamento de esgotos. O trabalho lembra que a área afetada pelo desastre em Mariana foi uma das mais atingidas pelo surto de febre amarela, e que isso pode ter sido causado pela degradação das águas e das margens do Rio Doce.
EM TRÂNSITO
Nem sempre é visto desta forma, mas o trânsito é uma questão de saúde pública. No Brasil, mata 40 mil pessoas por ano, e estima-se que, para cada pessoa morta, há outras sete na UTI. E a reportagem da Radis mostra que a violência no trânsito não é nada democrática: quem morre mais são pedestres, motociclistas e ciclistas. Além disso, quem mora em países de baixa renda corre três vezes mais riscos no trânsito do que aqueles que vivem nos países desenvolvidos – a cada 100 pessoas mortas em acidentes de trânsito no mundo, 70 são habitantes de países de baixa renda.
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