Duas notícias recentes sobre mortes por excesso de trabalho no japão trazem o tema de volta.
http://www.mundo-nipo.com/sociedade/13/10/2014/doencas-e-mortes-por-excesso-de-trabalho-no-japao-se-torna-um-problema-social/ Destaco um trecho da notícia
"Um dos motivos da iniciativa é a planejada entrada em vigor, no mês que vem, da lei de prevenção de mortes por excesso de trabalho. No ano fiscal de 2013, mais de 300 indivíduos sofreram enfartes, ataques cardíacos e outros problemas resultantes do excesso de trabalho, passando a ter direito a indenização correspondente. No total, 133 deles morreram."
veja trecho
"A morte do trabalhador geralmente ocorre por acidente cardiovascular cerebral (AVC, conhecido por derrame cerebral), infarto agudo do miocárdio (IAM, conhecido por ataque cardíaco e ou somente infarto) e suicídio causados por transtornos mentais, todos em consequência de estresse por esforços excessivos e poucas horas de descanso e sono.
Alguns estudiosos do tema atribuem o aumento da incidência por karoshi às formas intensas e extensas de trabalho no Japão, país com as jornadas de trabalho mais longas entre os países desenvolvidos.
A primeira indenização por excesso de trabalho no Japão aconteceu em 1998, quando o Tribunal Distrital de Okayama sentenciou a empresa Kawasaki Steel Corporation a pagar 52 milhões de ienes (equivalente a US$ 403 mil na época) de indenização à família de Junichi Watanabe, de 41 anos, reconhecendo que as excessivas exigências de trabalho provocaram uma depressão tão profunda que acabou levando o funcionário a jogar-se do sexto andar de um prédio, em 1991, de acordo com o jornal The Asahi Shimbun.
O suicídio ocorreu logo depois de um período de trabalho excessivo. Watanabe trabalhava na empresa havia seis meses e, durante esse tempo, tirou apenas dois dias de folga. A família ingressou com a ação em 1991, pedindo uma indenização de 125 milhões de ienes. Em sua defesa, a empresa disse não haver nenhuma relação entre o suicídio e o longo período de trabalho."
PB
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