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Quem cuida de quem cuida dos trabalhadores e das trabalhadoras?" Texto escrito pela Dra. Adriana Skamvetsakis

Enviado por: ialmeida
em Seg, 08/12/2025 - 19:31

Recebi hoje texto "Quem cuida de quem cuida dos trabalhadores e das trabalhadoras?" da Dra. Adriana Skamvetsakis
Médica do Trabalho, Ceresteira há 21 anos
Presidente da ABRASTT
Membro do Observatório Nacional Saúde Mental e Trabalho

O texto está assinado, mas sem data. Gradei das reflexões da colega e compartilho esperando que mais gente resolva falar a respeito. Esboçar respostas às questões que ela está lançado. 
Vejam abaixo a abertura do texto. Para leitura completa, ABRAM AQUI o pdf.

"Quem cuida de quem cuida dos trabalhadores e das trabalhadoras?"

Tenho acompanhado relatos cada vez mais frequentes e contundentes de sofrimento e adoecimento psíquico de profissionais que atuam na Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (STT). Eu mesma tenho relatado meu padecer de Burnout e outros sofrimentos relacionados ao trabalho num Centro de Referência em Saúde do(a) Trabalhador(a) - Cerest. Para nós, “o povo da STT”, a luta e o debate sobre saúde e trabalho invade todas as nuances da vida. É o tema do cafezinho, da roda de chimarrão, do almoço, do WhatsApp, que entra sem pedir licença em nossas relações familiares e sociais. Nunca mais se deixa de ser “ceresteiro/a”... nunca mais se olha o mundo sem enxergar a tessitura do trabalho em seu âmago - seja o trabalho socialmente reconhecido, seja o trabalho socialmente negado ou desvalorizado. A partir da STT, por exemplo, não é mais possível a mera admiração de uma obra de engenharia/arquitetura, pois nosso olhar passa a reconhecer naturalmente o trabalho humano ali investido, a conjecturar sobre as condições em que este trabalho foi desenvolvido, a questionar se e quantos acidentes e mortes de trabalhadores e trabalhadoras ocorreram enquanto a mesma fora construída. Quando chove e falta energia elétrica ou sinal de internet e tv por assinatura, impregnados(as) pela STT, lembramos que, enquanto os(as) consumidores(as) abrem pedidos de resolução, trabalhadores(as) estão subindo em postes e telhados nas piores condições climáticas (e de trabalho, pelo agravamento do risco) para restabelecer à sociedade o fornecimento desses suprimentos. Fazer STT é sentir “culpa” ao pedir uma refeição por tele-entrega ou aplicativo ou ao utilizar serviços de transporte por aplicativos, pois sabemos a realidade enfrentada pelas pessoas que vivem desses trabalhos, nos importamos com isso e tentamos intervir sobre esse cenário. Atuar nessa área é ter um radar que detecta condutas abusivas e desproteção, até mesmo ao tentarmos distrair a mente nas redes sociais… Ou seja, a STT não pausa, contrariando as recomendações da área a qualquer trabalhadora ou trabalhador…
Além disso, o trabalho que é realizado por profissionais da STT e os resultados do mesmo é quase sempre questionado com carga negativa. A sensação de que sempre estaremos desagradando é como uma sombra que nos persegue mesmo em dias sem sol. Somos sabedores da nossa insuficiência, afinal enfrentamos um mundo do trabalho cada vez mais explorador e perverso, o que eleva nossa criticidade. Além dos constantes desafios de uma área conflituosa e contra hegemônica, ainda enfrentamos a necessidade de provar, o tempo todo e a todos/as (chefias, gestores de todas as esferas, colegas de outras áreas do Sistema Único de Saúde - SUS, controle social, órgãos de classe, Ministério Público, Ministério do Trabalho, universidades, entre outros), que “o fazer STT” é trabalho, que é necessário, que merece reconhecimento, que é complexo e trabalhoso; por isso, merece investimento e apoio.
Percorremos a rede de saúde levando nosso encantamento pela STT para trabalhadores(as) desencantado(as), gestores(as) desinteressados(as), estruturas e equipamentos de saúde inadequados, tão precarizadas e vulnerabilizadas quanto tantos outros locais de trabalho que vigilamos. 
[...] USE ESTE LINK PARA acessar o arquivo pdf e ver o texto completo.

 

Quem cuida de quem cuida dos trabalhadores e das trabalhadoras[1].pdf (75.63 KB)
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