Os interessados do tema abaixo devem considerar obrigatória a assistência ao video da entrevista do professor Yuval Harari, transmitida na noite de 11 de novembro pela TV cultura. Programa Roda Viva
https://www.youtube.com/watch?v=GAFzdb3e3qQ
Deu no Outra Saúde
PROJETO ROUXINOL
Os clientes da empresa de serviços de saúde Ascension não sabiam, mas seus nomes, datas de nascimento, resultados de exames de laboratório, diagnósticos médicos e registros de internação estavam sendo coletados em escala industrial. Os dados são a matéria-prima de um acordo até ontem secreto com a Alphabet, controladora da Google. Firmado em 2018, foi batizado de “Projeto Rouxinol”. O acesso a registros de milhões de pacientes deve ajudar a empresa de tecnologia a ajustar ferramentas de inteligência artificial potencialmente bem lucrativas na sua investida no setor de saúde.
Por outro lado, a Ascension – sistema hospitalar católico que opera 150 hospitais e mais de 50 instalações residenciais para idosos em 21 estados dos EUA – ganharia um software que ajudaria a prever desfechos clínicos a partir da gigantesca quantidade de dados coletados. "Parece incomum, pois concede uma quantidade tão grande de dados de pacientes a uma empresa de tecnologia de terceiros sem o conhecimento de médicos ou pacientes", nota a matéria do Stat. Mas, apesar de questionável, a mega coleta pode ser justificada nos termos da legislação federal que rege os seguros de saúde, de 1996, e permite que hospitais compartilhem dados com parceiros comerciais sem informar os pacientes, desde que essas informações sejam usadas “apenas para ajudar a entidade cobertura a desempenhar suas funções de assistência médica”.
A parceria foi mencionada em um relatório do Google em julho, mas só ganhou relevo agora, quando foi noticiada pelo Wall Street Journal. A empresa afirmou ontem que os dados dos pacientes "não podem e não serão combinados com nenhum dado de consumidores do Google"... Lembramos que a notícia vem logo depois do anúncio do Google de que compraria a Fitbit por US$ 2,1 bilhões, para investir em saúde digital, como já dissemos por aqui.
Por falar em tecnologias, ontem o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta lançou em Alagoas o Conecte SUS, que vai permitir aos usuários acessar, pela internet, informações sobre suas vacinas, exames, internações e outros serviços. A matéria do G1 não dá muitos detalhes, mas afirma que, para obter as informações, só é preciso o CPF. Se for isso mesmo, é estranho, considerando que se trata do acesso a dados de saúde.
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