Pular para o conteúdo principal
Início

Análise, prevenção e aspectos associados.

Menu de conta de usuário

  • Entrar
Saiba mais
Cadastre-se
Fale conosco

Main menu

  • INÍCIO
  • NOTÍCIAS
  • ENCONTROS
  • FÓRUNS
  • BIBLIOTECA

Trilha de navegação

  • Início
  • Entrevista à BBC: especialista em saúde ambiental Paulo Sadiva (USP)

Entrevista à BBC: especialista em saúde ambiental Paulo Sadiva (USP)

Enviado por: ialmeida
em Seg, 09/09/2019 - 09:27

ONDE NÃO APARECE

Em entrevista à BBC, o especialista em saúde ambiental Paulo Sadiva (USP) começa falando da fuligem amazônica em São Paulo e acaba enveredando por outros problemas da poluição, que mata cinco milhões de pessoas no mundo a cada ano. Acontece que, de acordo com Sadiva, quem mais adoece não tem visibilidade e não suscita políticas públicas. Ele dá, como exemplo, um caso anterior ao do recente dia-noite na capital paulista: antigamente, o cultivo de cana de açúcar envolvia queimadas frequentes e a fumaça dessa queima também escurecia o céu de SP. Como no episódio da Amazônia, era uma fumaça causada por queima de biomassa. Como afetava um estado de grande visibilidade, isso acabou gerando pesquisas, pressões, e a indústria da cana foi obrigada a se modernizar e usar outras técnicas. Mas nem sempre é assim.

"A gente também estudou biomassa em casas que usam fogão (à lenha) para esquentar ou cozinhar. Você olha a parede e ela está preta; e quanto mais pobre, mais usa – inclusive, agora está crescendo como consequência do aumento do preço do gás, até mesmo em zonas urbanas. No mundo, são 3,5 milhões de pessoas que morrem anualmente por poluição intradomiciliar por causa disso, mas essas casas não têm voz. Já no caso da cana de açúcar no estado de São Paulo teve mais visibilidade e suscitou políticas porque caiu na primeira classe do Titanic (...). Há publicações mostrando que onde há poluição não tem artigos (científicos); e onde tem artigos, não tem poluição", diz ele, que fala também sobre como a população mais pobre é mais afetada pela poluição atmosférica que vem do trânsito, por exemplo, e não tem meios de escapar dela.

Além das diferenças na contaminação de pessoas dentro do mesmo país, tem ainda o fluxo global da poluição: "Tem uma coisa chamada "racismo ambiental". Certos processos mais sujos, por exemplo reciclar a bateria do seu celular, você acha que isso vai ser feito onde? Ásia e África", explica ele.

  • Efetue login ou registre-se para postar comentários

Visite nosso canal no Youtube
Fóruns

COVID-19

WebEncontros

Encontros
2025
Todos

 

Encontros
BIBLIOTECA
Destaques
Referências
PESQUISAS DO GRUPO
Pesquisas
Publicações
Em andamento
DECISÕES JUDICIAIS, PARECERES DE MINISTÉRIO PÚBLICO E TEMAS RELACIONADOS

Rodapé

  • Fale conosco
Licença Creative Commons      Projeto TCI Art      Sobre tema W3CSS
Desenvolvido com Drupal