DOIS em um. Deu no Outra Saúde
É PRA SEMPRE
PFAS é uma sigla que identifica substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas. São quase cinco mil compostos sintéticos muito difíceis de decompor, que persistem no meio ambiente e, se os ingerimos, nos nossos corpos também. São por isso chamados de químicos eternos. E fazem mal: estão associados a doenças no fígado e na tireoide, à diminuição da fertilidade, à obesidade, cânceres, supressão hormonal e colesterol alto.
Mesmo assim, estão por toda a parte em produtos antiaderentes, embalagens de alimentos, espumas de combate a incêndio e produtos de limpeza. E já é sabido, há tempos, que PFAS estão sendo encontrados no nosso organismo. Em 2007, um estudo estimou que eles podiam ser detectados no sangue de 98% da população dos EUA.
A novidade é que a FDA, agência americana, enfim reconheceu que esses produtos químicos foram detectados em alimentos. Após uma investigação, ela vai lançar essa semana um site com as descobertas, e a CNN adianta algumas. Ao testar água, ração animal e amostras de leite de uma fazenda onde eram usadas espumas de combate a incêndio, por exemplo, altos níveis de PFAS foram encontrados em todas as amostras. Em outra fazenda, próxima a uma fábrica que produz PFAS, vegetais estavam contaminados. E, ao testar 91 mostras de alimentos consumidos em todo o país em 2017, a FDA encontrou PFAS em dez, mas em níveis não considerados preocupantes.
AGENDA: REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Hoje termina a fase de audiências públicas da comissão especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência. A pesquisadora da Fiocruz Sonia Fleury fai falar sobre os problemas da capitalização, tendo este artigo (Capitalização: Segurança para o Mercado Financeiro, Insegurança para os Trabalhadores. De Sonia Fleury e Virgínia Fava) por base. A programação do dia está aqui.
E daqui a pouco também acontece, na Fiocruz, o debate 'Censo 2020 e saúde: importância para evidências científicas e políticas públicas'.
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