"Se uma sociedade passa por uma sucessão de catástrofes e desastres evitáveis, como se estivesse a despencar precipício abaixo, algumas questões vêm imediatamente à mente, embaladas na tristeza e no horror de ver tantas vidas e tantos recursos desperdiçados.
Uma delas diz respeito à taxa de tolerância dos cidadãos perante a incúria, a negligência e a irresponsabilidade. As tragédias não são uma revolta da natureza bruta: são produtos da ação humana e de seus descaminhos irracionais. Outra, obviamente, remete-se ao despreparo gerencial e à falta de cuidados e critérios dos que tomam decisões.