Destacamos aqui dois artigos do novo número (62) da Revista "Poli. Saúde, Educação, Trabalho"
O primeiro discute o recrudescimento do feminicídio no Brasil e o segundo debate a Saúde do Trabalhadores.
Marcas que não se apagam, pois que matam
Especialistas alertam para o recrudescimento da violência contra meninas e mulheres no país e afirmam que encerrar o ciclo de agressões implica enfrentar o machismo de uma sociedade patriarcal
Katia Machado - EPSJV/Fiocruz | 08/01/2019 12h11 -
Vejam inicio da reportagem abaixo. Para acesso ao texto completo use o link acima.
Casos emblemáticos como o da advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, que antes de ser jogada do prédio em que morava, em Guarapuava (PR), no ano passado, foi agredida por mais de 20 minutos pelo marido Luís Felipe Manvalier, de 32, sem que ninguém denunciasse, ou da cabeleireira Tatiane Rodrigues da Silva, de 30 anos, morta a facadas em Governador Valadares (MG) pelo ex-namorado, Hamilton Ezequiel da Silva, de 33, que já tinha ficado 60 dias preso por agredi-la, retratam a última etapa de um ciclo de múltiplas violências que atinge estrutural e sistematicamente as mulheres brasileiras.
Apesar do cerco da legislação, especialmente da Lei Maria da Penha (11.340/2006) – que criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, retirando o problema da esfera privada e a tratando como uma questão de Estado – e da Lei do Feminicídio (13.104/2015) – que incluiu o assassinato de mulheres como uma modalidade de homicídio, entrando no rol dos crimes hediondos –, os números da violência contra mulheres e meninas crescem assustadoramente: a cada dez assassinatos de mulheres pela sua condição de gênero cometidos na América Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. Os dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), atualizados anualmente, revelam que o país concentrou em um ano 40% dos casos de assassinatos de mulheres ocorridos nos 23 países da região – com 1.133 mulheres assassinadas apenas por serem mulheres.
Desigualdades de gênero, classe e raça
Mapa da Violência, 2018
Na mesma direção, o Mapa da Violência 2018, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), identificou, apenas em 2016, um total de 4.645 mulheres assassinadas no país. Esse número indica uma taxa de 4,5 homicídios para cada cem mil brasileiras e um aumento de 6,4% no período de dez anos desse estudo. “A violência contra a mulher, face mais brutal e explícita do patriarcado, é entendida como toda e qualquer ação que fere a dignidade e a integridade física ou psicológica da mulher”, caracteriza a feminista e professora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Mirla Cisne
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Saúde do Trabalhador - A ponta do Iceberg
A revista traz também boa reportagem dedicada à Saúde do Trabalhador. Com o título A ponta do iceberg destaca que o Brasil é um dos países com maior número de mortes e acidentes de trabalho no mundo.
O destaque da reportagem termina com pergunta provocativa: "Será o trabalhador brasileiro superprotegido?"
A reportagem pode ser lida na revista cujo download pode ser feito aqui
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