QUEM PRECISA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO?
dezembro 3, 2018 rodrigotrindade
O início do século XXI vem se apresentando como um dos momentos mais intensos de mudanças de paradigmas do trabalho, e convive no Brasil com estabilização de desemprego, aumento da informalidade e substituição por contratações precarizadas. Será o momento para extinguir o Ministério do Trabalho?
Rodrigo Trindade
A iconoclastia de brutalidade na luta de classes costuma vir associada a insurreições populares, seus teatralizados julgamentos sumários e os inexoráveis enforcamentos burgueses. No Brasil de 2018, a carga da violência entre capital e trabalho parece cambiar de vetor.
Segundo declarações recentes de autoridades, em 2019, pela primeira vez em quase 90 anos, brasileiros possivelmente acordarão sem um órgão ministerial dedicado ao trabalho humano, livre e produtivo.
Foram muitos vais e vens de notícias sobre extinções de pastas na futura Presidência da República. Inicialmente, as promessas alinhavam-se na redução de ministérios, como forma de garantir economia e funcionalidade. Prometeu-se até 15 pastas, alargou-se para 20 e agora, já se aceita “vinte e poucas”. Em paralelo, também se cogita na criação de novos órgãos, como o Ministério da Família e a Secretária de Desestatização.
As constantes incertezas, concessões e recuos no programa de encolhimento de ministérios, mostram que nem tudo é vontade de economizar e pode haver outas razões na prometida extinção da pasta do Trabalho.
A promessa é de pulverização das atribuições do atual Ministério do Trabalho em outras Pastas. Economia, Cidadania e Justiça deverão receber as secretarias e superintendências, mas ainda ninguém da equipe de governo tem clareza de que como o espólio será repartido.
Breve história
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