Teste não é garanta de imunidade. Leitura recomendada

A Rede de pesquisa em Saúde do TRabalhador acaba de lançar documento muito esclarecedor chamado

Teste não é garanta de imunidade.

Tem formato de perguntas e respostas que facilita a compreensão para todos.

O texto ajuda a esclarecer dúvidas sobre os exames complementares solicitados aos pacientes com suspeita da doença ou com histórico de ter tido a doença.

quais os exames mais indicados em cada momento da evolução da doença? Quais os períodos da doença em alguns exames podem ser negativos e positivos? Como interpretar os resultados positivos e negativos de diferentes tipos de exames. 

Muito importante, destaca também:

- O fato dos exames sorológicos positivos não serem específicos para o vírus SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19, da atual pandemia. O contato com outros tipos de coronavirus também pode ser a explicação para a positividade do exame.

- que é falsa a ideia de que o resultado positivo em sorologia (IgG) signifique que a pessoa esteja imune para poder trabalhar.

LEITURA RECOMENDADA.

Destaco :

"Qual a confiabilidade dos testes existentes no mercado?
R: Os testes que detectam material genético do vírus (testes conhecidos por RT-PCR) são muito mais sensíveis e bem mais confiáveis do que os chamados testes rápidos sorológicos para detectar anticorpos (Imunoglobulinas G e M). Aplicados em postos de atendimento nas cidades ou nos locais de trabalho, esses testes rápidos sorológicos, por sua vez, não são totalmente confiáveis para saber se a pessoa teve a doença (sensibilidade) ou se a pessoa não foi infectada (especificidade). Isso porque ainda não se conhece bem o tempo decorrido entre o início da infecção e a produção de anticorpos, ou seja, a chamada “janela imunológica” da doença. Daí resulta o grande número de falsos positivos e falsos negativos dos testes rápidos."

 

Ildeberto (Paraíba)

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